Quem tem medo da Democracia?

Longe vão os tempos em que na Antiga Grécia, berço da Democracia, o Poder fora sempre exercido democraticamente, isto é, atribuído pela estrita e expressa vontade dos cidadãos formulada através do voto em escrutínio secreto.

Com os tempos, verdadeiramente, esta forma de vivenciar a Democracia, um eleitor um voto, sofreu toda uma série de atentados, que acabaram por desvirtuar o seu sentido original, a essência da verdadeira Democracia – o Poder pertence ao Povo –  só a ele compete usa-lo no sentido de a todos, ou pelo menos à maioria decidir como o usar satisfazendo a sua escolha democrática.

Simplesmente aconteceu, que ao longo dos tempos, praticamente em todos os países, esse mesmo Povo entregou as suas decisões democráticas, as suas escolhas, nas mãos de oligarquias, verdadeiros “profissionais” da arte da Política, núcleos duros, que desde logo “armadilharam” o terreno controlando tudo quanto se tratasse de meios de informação, ou não seja os midia, uma verdadeira escola na formatação da opinião pública.

E assim, durante séculos, se fez Democracia, o Poder controlado sempre ou quase sempre pelos mesmos, pelas tais oligarquias tantas vezes em sintonia com o Capital.

Ora, e para que se compreenda este meu introito, a razão principal está no facto do surgimento dos “Movimentos dos coletes amarelos”, movimentos de cidadãos, que despoletaram outras reações mais ou menos discutíveis e desde logo aproveitadas pelo tal Poder oligárquico para tentar colocar a opinião pública em geral contra esses movimentos.

Ora, diga-se, que a verdadeira essência desses movimentos não tem caracter político, nem representa interesses partidários, mas tão somente manifestar total e definitivamente o mais completo desagrado sobre os sistema político-partidários, que nas últimas dezenas de anos nos têm governado. De direitas ou de esquerdas, acabaram a revelar-se “farinha do mesmo saco” e  a cidadania resolveu emancipar-se, cansada de ser abusada e demasiadas vezes mal tratada, desconsiderada por tantos que se julgam “escolhidos” para nos governar, cegos pela ambição e prenhes de uma prosápia que os torna incapazes de autocrítica.

Estamos fartos de ser iludidos e enganados pela retórica tantas vezes oca e balofa daqueles que se julgam intelectualmente mais capazes, só porque desde pequeninos lhes encheram os ouvidos de loas bajuladoras.

Chega!

Não há tanto tempo, que a memória dos tempos nos faça esquecer, aconteceu o Maio de 68, movimento de massas, que mexeu, que abalou profundamente os alicerces de alguns edifícios oligárquicos e entre outros resultados contribuiu para devolver a Portugal a Democracia através do Abril de 74 ajudando na queda de uma feroz ditadura, a ditadura salazarista.

Entretanto, os colaboradores dos velhos hábitos na Política, os subservientes, os de elogio fácil e sem pudor, autênticos “invertebrados”, já se começaram a agitar receosos de que estes movimentos de cidadãos indignados e fartos, os ditos “coletes amarelos”, ganhem força e lhes acabem com a “mama”.

A França não deixou de existir pelo facto da sua faustosa monarquia ter desaparecido e o Poder ter caído nas mãos do Povo, aliás, o seu verdadeiro dono, antes pelo contrário tornou-se num futuro breve no maior centro cultural da Europa.

Os “vendilhões do templo” dos tempos modernos, já desataram a lançar impropérios sobre estes movimentos, logo eles a quem nunca faltaram as mordomias à custa dos dinheiros dos contribuintes.

Julgam-se com moral para criticar aqueles muitos milhares de cidadãos cansados de ser enganados por políticos sem palavra, sem honra, então assumam e aceitam a necessidade de um referendo público, deixem que o Povo se pronuncie em liberdade.

Na Islândia, embora por razões diferentes também foi a imagem do referendo popular a escolhida para deixar ao Povo a decisão histórica de não resgatar a “falida” banca privada e a recusa de pagar as dívidas aos usurários internacionais – o Povo Islandês limitou-se a negar o seu assentimento a negociatas realizadas nas suas costas.

Estamos fartos deles!

 

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Total insensibilidade

António Costa, o primeiro-ministro do governo de Portugal, teima em revelar a maior das insensibilidades perante toda uma torrente de greves das mais diversas classes profissionais, tais como enfermeiros, trabalhadores dos transportes públicos, técnicos de diagnóstico na saúde, professores, estivadores dos portos, etc, etc., prevendo-se que atingirá até ao fim do ano um total de mais de 90 greves em 2018.

Ou seja, para um governo socialista, que sobrevive com o apoio de toda uma Esquerda (Bloco de Esquerda, Partido Comunista Português, Partido ecologista Os Verdes e o PAN, partido da defesa dos animais), curiosamente todos eles ditos de linha ideológica defensora das classes trabalhadoras, dos mais humildes, dos mais desfavorecidos da fortuna, dos mais frágeis, convenhamos ser surpreendente, mesmo inacreditável, que António Costa se equilibre, sem se precipitar no abismo e consequentemente no próprio esquecimento partidário.

Como compreender até os resultados de sondagens (é certo que não passam de sondagens), mas que colocam a possibilidade de António Costa e o seu P. S. alcançar uma maioria absoluta nas próximas legislativas previstas para 2019?

Quero crer, que tal se deve à conjuntura económico-financeira atual, melhor, à imagem muito bem passada, vendida, daquela aos eleitores em geral, imagem, que eles assimilaram desde logo que a banca comercial em especial, abriu os cordões das bolsas de crédito. E convenhamos, que os hábitos da dita poupança apanágio dos nossos avós e pais sujeitos à ditadura de Salazar (não só ideológica, mas também financeira) há muito se desvaneceram na memória dos tempos.

O novo-riquismo pós-Abril de 1974 alimentado pela desmedida ambição de uma banca privada, que nem quer ouvir falar na crise de 2008 (crise dos sub primes), muito menos na gravosa austeridade, que caiu sobre os contribuintes portugueses, alimentam a ilusão que António Costa e o seu ministro das finanças, Mário Centeno “semearam” no eleitorado em geral.

Os créditos mal parados aumentam, as insolvências mascaradas continuam, a economia tremelica como a luz de uma candeia de azeite dos tempos dos nossos avós, falta apenas chegar ao uso e costume brasileiro de parcelar tudo, até as contas do supermercado, mas para lá caminhamos.

O número de portadores de cartões de crédito em Portugal disparou nos últimos anos, nos “anos dourados” do consulado socialista de António Costa e da sua “geringonça”. Não dá para crer, mas é a realidade factual, numa economia a viver de balões de oxigénio.

Entretanto, distraídos pela excelente capacidade de retórica de António Costa, os contribuintes portugueses ainda não se aperceberam da enorme carga fiscal a que estão sujeitos, dada a reconhecida capacidade de Mário Centeno de mascarar uma risível baixa de impostos diretos com uma notória subida de impostos indiretos, sinistra política fiscal de meter inveja à do nada saudoso Vítor Gaspar, então ministro das finanças de outro nada saudoso primeiro ministro Pedro Passos Coelho, adepto indefetível da mais gravosa austeridade e autor daquela expressiva frase a esse propósito “ai aguentam, aguentam”.

Nem será preciso recordar o caos em que se encontra o S.N.S. (Serviço Nacional de Saúde), daí as queixas dos seus profissionais (médicos, enfermeiros, técnicos auxiliares de diagnóstico, etc.) e o descontentamento generalizado da classe de professores a quem sistematicamente é negada a atualização de escalões na carreira e principalmente o ressarcimento do seu trabalho de cerca de 10 anos de trabalho, suspenso como forma de compensar os cofres do F.M.I..

Então não é, que António Costa e o seu ministro das finanças Mário Centeno se vangloriam de já ter solvido o empréstimo daquela instituição usurária, que há muito atua olvidando a razão principal da sua fundação, a ajuda financeira a países em dificuldade (os resultados da sua política de ajudas “desinteressadas” estão bem evidentes em diversos países europeus e africanos).

Entretanto cresce a percentagens de ricos, multimilionários em Portugal, e por contraponto os núcleos de pobreza aumentam, a percentagem crescente dos sem abrigo em Portugal disparou em contraciclo com as bazófias do governo socialista ao vangloriar-se da baixa da taxa de desemprego de Portugal, escamoteando o facto de tal ser conseguido à custa de uma baixa escandalosa de salários (licenciados a ganhar o salário mínimo) e da não menos escandalosa prática dos contratos a termo.

“Engana tolos”, só pode ser. Somos mesmo um Povo manso, sereno, como diria de novo o Almirante Pinheiro de Azevedo.

Pelo contrário, eu diria, cada um é pró que nasce, “manso como um boi de pasto, ou esperto como a ladina raposa”.

Pensem, matutem, mas como Portugueses não valorizem as minhas palavras, limitemo-nos à nossa habitual mediocridade, ao céu do nosso descontentamento.

“Coletes amarelos”

Quem não se recorda das greves de 1968, mais conhecidas como o Movimento de Maio de 1968 em França envolvendo classes sociais e profissionais tão diversas, como estudantes universitários e trabalhadores, greves, que acabaram no seu espírito por se estender a outros países, como Portugal?

Pois bem, novamente tendo como berço a França, aquele país cuja Democracia nasceu com a queda da monarquia após a chamada Revolução Francesa, adotando desde então o seu bem conhecido lema, “Liberté, Igualité e Fraternité”, excelente tradutor do espírito daquela revolução.

O Poder é do Povo e os seus eleitos, os políticos “convidados” a governar, apenas o representam devendo limitar-se a respeitar, a executar os projetos políticos levados ao seu conhecimento através das campanhas eleitorais, debatidos e discutidos nas mais diversas formas de relacionamento com o eleitor, seja pela utilização dos diversos mass média, rádio, televisão e imprensa escrita (agora também com a utilização maciça das redes sociais), seja pelo contacto pessoal em especial naquilo que na gíria eleitoral se designa como o porta a porta ou a arruada.

Ora, Macron, o atual Presidente da República Francesa, mais um dos muitos políticos eleitos, que durante as campanhas eleitorais tudo, ou quase tudo prometem, mas desde logo com a premeditada intenção de pouco ou nada cumprir.

É ou não é verdade, que o ditado reza “palavras leva-as o vento”. Ora pela contumaz prática de falsas promessas, se poderá concluir, que se há coisa em que os políticos são rigorosos e verdadeiros é exatamente na utilização daquele ditado popular.

Emannuel Macron, cedo se revelou como mais um subserviente político ao serviço do Capital, mais preocupado em agradar aos “usurários” dos dinheiros dos contribuintes do que em respeitar a sua própria palavra dada aos eleitores franceses.

Assim não nos surpreende este movimento dos coletes amarelos desde logo anunciado pela inépcia governativa de Macron ao decidir aumentar o preço dos combustíveis continuando a explorar a “fertilidade da galinha dos ovos de ouro”, que é todo o veículo motorizado automóvel. Esqueceu-se Macron de em vez de iludir os franceses com falsas promessas tivesse atempadamente (na campanha eleitoral) explicado e advertido os franceses para eventuais alterações dos preços dos combustíveis fósseis, alterações previsíveis desde que a OPEP decidiu reduzir a produção de barris de petróleo e a indústria automóvel de carros elétricos começar a dar passos bem firmes a caminho da substituição generalizada dos motores movidos a combustíveis fósseis por motores elétricos.

Depois, tal como a maioria dos governantes europeus e não só, Macron não pretende, nem ousa afrontar a cartelização das companhias distribuidoras, das petrolíferas, convicto da sua fraqueza e derrota certa perante tais potentado do Capital.

A França desde a segunda guerra mundial, de 1939 a 1945, deixou-se submeter ao poder de potências com atitudes hegemónicas, e com exceção ao “consulado Charles De Gaulle” nunca mais recuperou o prestígio perdido, como centro maior da Cultura em todas as suas facetas e da prática de uma solidariedade universal única no Mundo.

Os “coletes amarelos”, é bom que Macron reconheça isso, não são uns tantos milhares de trabalhadores grevistas de uma qualquer indústria, mas são sim o sentir, a alma do Povo Francês, sem distinção de cor, de sexo e de profissão, ou classe social. São o Povo a “falar” e será bom, que os Macrons deste Mundo ao serviço dos interesses do Capital interiorizem a sua mensagem.

Depois admirem-se com o crescimento do populismo e do radicalismo. Chega de exploração capitalista!

Em Portugal, por exemplo, neste período negro de enorme austeridade imposta pelos senhores do Capital, F.M.I. e outros, aumentaram os núcleos de pobreza com cidadãos a viver abaixo dos níveis mínimos de pobreza enquanto aumentava a percentagem de multimilionários na mesma população.

Outro país, como a Grécia, foi pura e simplesmente asfixiado na sua economia e perda da sua liberdade democrática após decisões de tal maneira brutais, mesmo ameaçadoras da sua independência como país democrático, obrigando-se a engolir afrontas vindas especialmente de quem deveria ter vergonha do seu passado histórico e em especial da sua gigantesca dívida de guerra para com aquele país mediterrânico, curiosamente ou não, ainda não solvida.

O primeiro exemplo do poder do povo dado ao Mundo Capitalista surgiu da Islândia, cujo Povo se recusou a resgatar a sua Banca Privada com o dinheiro dos contribuintes, com o dinheiro dos seus trabalhadores.

Espero agora, que em França, um Povo com um glorioso histórico de Democracia, siga as pisadas do povo islandês e faça os mesmos de sempre pagar os custos das suas próprias políticas usuárias.

Estamos fartos!

 

 

Sabiam que… (continuação)

Sabiam que… a Islândia foi o único país, que se recusou a resgatar a banca privada quando da crise financeira e económica de 2008, sem que daí viessem todos os males ao Mundo para os Islandeses.

Sabiam que… outro tanto, não aconteceu com a maioria dos países ditos desenvolvidos, cujos governos sem consulta prévia às suas populações, decidiram em assunto de tão grande importância passar por cima dos seus interesses e resgatar a banca privada à custa dos dinheiros dos seus contribuintes.

Sabiam que… na Islândia, um referendo entregou à população a responsabilidade dessa decisão, não pagar, decisão que colheu mais de 90% dos votos.

Sabiam que… o Mundo não parou de girar, a Islândia não perdeu a sua independência, o seu bacalhau continuou a vender-se muitíssimo bem e os Islandeses reconhecidos mundialmente como os mais corajosos ao alijar fora a carga das cangas de um qualquer F.M.I..

Sabiam que… o futuro novo Ministro da Saúde do Brasil, deu uma conferência de imprensa, admitindo que a Saúde Pública brasileira está falida, incapaz de cumprir a missão para que foi criada – faltam campanhas de vacinação preventiva, faltam campanhas para prevenção de epidemias, faltam consultas de apoio a grávidas, em especial a grávidas adolescentes e planos de educação sexual e planeamento familiar, faltam medicamentos para transplantados e doentes de hepatite C, faltam médicos e hospitais, etc… Isto é a Saúde Pública do P.T., uma completa farsa a realidade do serviço público de Saúde, alimentada por campanhas de engajamento de “médicos” de pé descalço, autênticos escravos ao serviço de partidos que há muito esqueceram o significado da palavra, Democracia.

A pouco e pouco, Bolsonaro e os seus futuros ministros, vão demonstrando os resultados da política trabalhista, daqueles que sempre rompem o nome ao Povo no seu arrazoado político, criando-lhes ilusões e alimentando-lhes sonhos.

Sabiam que… Ciro Gomes também um dos candidatos às presidenciais do Brasil (obteve cerca de 14% dos votos no 1º turno), líder do P.D.T., declarou logicamente ser oposição a Bolsonaro, mas oposição civilizada, construtiva e declarando nunca admitir a oposição do P.T. de Lula, Dilma e Haddad, oposição de terra queimada, oposição sistemática, oposição só porque não?

Sabiam que… são inúmeros os políticos “vítimas” do vírus da corrupção? Que o diga Lula, até Haddad não lhe escapou.

Sabiam que… Ciro Gomes afirmou mesmo que Bolsonaro não é um ditador, nem nunca poderia vir a sê-lo no Brasil atual?

Não, não sabiam, mas como diz o Povo, estava na cara dos malandros, daqueles que enrolaram todos estes anos os humildes, iludidos por umas esmolas com nomes pomposos de “bolsa família” e quejandos.

Sabiam que… agora já não apelidam Bolsonaro de sexista, porque calou quem o difamava ao convidar para o seu futuro governo duas mulheres?

Sabiam que… também agora já não o apelidam de chauvinista (racista e anti minorias) porque já convidou também uma mulher índia da região amazónica para trabalhar com o seu futuro governo?

Pois claro, que muitíssimos sabiam tudo isto e de mais qualquer coisa, mas calavam, porque “ovelha que berra é bocado que perde” lá diz o ditado.

Sabiam que…

Sabiam que da Islândia, daquele pequeno país vulcânico, com uma reduzidíssima população, são só cerca de 310.000 os seus habitantes, não nos chega só o excelente bacalhau, aliás para mim o melhor do Mundo, mas também nos chegam grandes ensinamentos, no caso, do foro político?

Não, provavelmente serão muitíssimos poucos os meus concidadãos, que da Islândia têm conhecimento não só das suas características geológicas, vulcânicas por excelência, com lagos de uma beleza deslumbrante, como também da escassa população, mas também o conhecimento, e é sobre ela, que incide o meu poste, a história da chamada Revolução Silenciosa.

A Islândia país de fraquíssimos recursos naturais, resta-lhes um mar muito rico como fonte quase única de recursos, sofreu também e muito, como quase todos os outros países europeus e não só, com a tremenda crise económica e social provocada pelo quase novo “crash” de Wall Street, pós a falência do gigante bancário norte-americano, o Leman Brothers.

Todos se recordam, a crise económica arrastou a social e levou até à instalação de crises políticas nos mais variados países, tal como aconteceu em Portugal na gestão de Sócrates.

Sócrates e o seu governo socialista, aliás de cor bastante “alaranjada”, dizem os “opinadores” e os “experts” na matéria política, acabou a conduzir-nos à bancarrota, ou qualquer coisa do género, pois nunca percebi muito bem essa “estória da bancarrota”, convicto de estar até à data, que de bancarrota se falaria, quando esta ou aquela empresa dava com os “burros na água”, isto é, se declarava ou tornava insolvente.

Ora, por muito que me esforce, por muito que puxe pelo bestunto, não conheço qualquer país, que tenha fechado as “portas” por insolvência declarada, ou ainda que disfarçada por uma qualquer mudança de ramo. Coisa muito comum cá pelo nosso lusitano burgo.

Voltemos à razão primeira, afinal aquela que me fez hoje abordar a História recente da Islândia.

Como já referi, a Islândia, melhor a Banca islandesa, porque será assim muito mais correto dize-lo, também faliu, também ameaçou a total bancarrota. Friso bem, a banca privada, não a Islândia.

Ora, como aconteceu na grande maioria dos países europeus, e não só, a falência foi da máquina bancária privada, arrastada e provocada pela aquela estória dos “subprime“, dos “produtos tóxicos”, da venda altamente especulativa para não lhe chamar criminosa de inúmeros “papéis” bancários, a maioria sem cobertura e garantia de qualquer tipo, venda, diga-se de passagem, alimentada pela cobiça de banqueiros, corretores e seus clientes.

Ora, a banca privada islandesa também não se revelou imune a esta crise dos chamados “subprime”, o pecado da ambição cega e desmedida nunca foi exclusivo dos islandeses, acontece em quaisquer parte do Mundo, bastará para tal despertar a cobiça da maioria para quem o dinheiro é a única razão de vida.

Recordam-se do episódio bíblico, Judas, apóstolo de Jesus Cristo, também o atraiçoou por trinta moedas de ouro.

Certo é, que os Islandeses, o povo islandês teve atempadamente quem o esclarecesse sobre as verdadeiras razões desta crise de 2008, afinal uma crise da banca privada, resultante por excelência da ganância dos banqueiros, que concederam créditos a torto e a direito, pouco ou nada preocupados em gerir um negócio onde o principal capital é a garantia de que o cliente vá cumprir o acordo entre ambas as partes. O raciocínio para a simplicidade de garantias era simples, se este não pagar, os outros pagarão e com juros tais, que cobrirão todo e qualquer prejuízo. Haverá sempre lucro substancial.

Pois, lá diz o ditado, “mais vale um pássaro na mão, que dois a voar”.

Voltemos aos nossos amigos islandeses. Estes não precisaram de ditos populares, apenas de que alguém lhes explicasse quais as razões da crise económica e social e quais os seus responsáveis e de modo algum decidiram aproveita-la para efetuar um assalto ao Poder político, como se viu por cá.

Posto isto, os cidadãos “armados” com a sua indignação, exigiram ao seu governo de então, um referendo quanto à responsabilidade nacional no assunto, quanto à identidade dos responsáveis e simplesmente numa votação esmagadora a favor do “não” decidiram que a banca privada pagasse a sua própria dívida, eles não, nunca o fariam, nunca pagariam fosse a quem fosse, F.M.I., ou quejandos (até parece que os islandeses são bloquistas de esquerda e militantes do PCP).

A soberania está no Povo, assim saíram para as ruas, lutaram pelos seus direitos, fizeram-se ouvir e acabaram a negar-se a aceitar as decisões governamentais sobre esta matéria, que só à banca privada dizia respeito.

Bela e enorme lição daquele Povo do Norte, descendente de vikings, crentes em Ódin, suficientemente inteligentes para não cair na armadilha com que quase toda uma classe política portuguesa “amarrou a um falso compromisso” a larguíssima maioria de nós portugueses, afinal um Povo de papalvos, provando e comendo da sua própria e natural ambição desmedida, da gula pelo vil metal, do dinheiro fácil, ou não fossemos os descendentes dos “heroicos marinheiros” das naus com que rumamos a outras terras, a outras gentes, “marinheiros” que apenas aceitavam embarcar a troco de uma significativa percentagem dos lucros legais, ou ilegais.

Será que alguém já se debruçou sobre as razões da enorme dispersão da diáspora portuguesa? Encontram-se em todos o cantos do Mundo e não hesitam em explica-la, dizem “a minha pátria é onde ganho o meu pão”.

Assim sendo, paga Zé Povo, não sejas bravo, não exijas os teus direitos, muito menos exijas aos que se dizem teus representantes políticos um trabalho transparente, uma defesa acérrima dos teus direitos. Um rebanho calmo e acomodado como dificilmente se vê, daí os elogios de Christine Lagarde, a presidente do famigerado Fundo Monetário Internacional, verdadeiro sorvedouro de dinheiros dos contribuintes de múltiplas nações, vítimas inocentes dos desmandos e incompetências de tantos “dedicados servidores” da coisa pública.

Os “piratas de antanho”, no mínimo mostravam a cara, exibiam bem alto a sua bem típica bandeira, revelavam sempre ao que vinham, não se fingiam de falsos amigos dando-nos palmadinhas nas costas enquanto nos metiam a mão no bolso e nos levavam a carteira, o suor dos contribuintes.

Viva a velha guarda da pirataria, daqueles, que tapavam os seus próprios olhos talvez para se parecerem mais horrendos. Os de agora, revelam-nos sorrisos melosos, olhares falsamente preocupados (com a nossa carteira), sempre dispostos a jurar e a prometer benesses, bastando para isso, que confiemos neles, na sua dedicação àquela coisa, a tal que eles sem pudor algum, configuram realmente como a defesa dos seus interesses.

Viva a Islândia!

Dom Centeno I, o Cativador

Sim, não há exagero algum da minha parte, Mário Centeno é indiscutivelmente um dos “monarcas” sucessores na longa listagem de “monarcas” pós Abril.

E “monarca” porquê? Porque à semelhança do genuíno e passado regime monárquico, que vigorou em Portugal até à Revolução de 5 de Outubro de 1910 para implantar o regime republicano, a República Portuguesa, no fundo nada, ou praticamente nada se alterou na consciência coletiva dos Portugueses.

Fomos governados por monarquias durante séculos, idolatramos sempre as figuras reais, aceitamos sempre cordatamente o Poder Real, aquele poder representado e exercido por uma figura, que admitíamos como superior, de sangue azul, sempre de raça, ou casta superior. Ou seja, culturalmente eramos monárquicos.

Depois, acontece, que a República, só nos “castigou” com toda uma enorme responsabilidade, selecionar programas político-partidários, perder tempo a ouvir putativos candidatos ao Poder, que mais não têm feito que a cabeça ao eleitor, enfim, uma confusão de acontecimentos e de factos, eleições atrás de eleições, a persistirem no anúncio das primícias de um regime republicano, o de então, de triste memória.

Seria interessante, seria muito mais honesto, que se instruísse a quase generalidade dos Portugueses, quanto ao período histórico de 1910 a 1926, explicando-lhes, porque ordem de razões os nossos Pais e Avós viveram esses largos anos de forma tão atribulada, revoluções sucedendo-se a revoluções, governos atrás de governos (é histórico, que um desses governos não chegou a durar 24 horas), a insegurança e o caos nas ruas, a economia destroçada, greves e mais greves, o Poder caído na rua.

E assim, com esse aprofundamento cultural, acabariam os nossos concidadãos por perceber umas tantas coisas, como a principal razão para tanta balbúrdia ser justificada pela “fome de Poder”, nunca pela sincera preocupação em cuidar desse mesmo Povo e do seu futuro, como a nossa “tendência” para justificar e aceitar os fenómenos da corrupção. “Ele rouba, mas faz obra”. triste argumentação bem tradutora do baixíssimo nível cultural do nosso “Zé”, incapaz de compreender, que o roubam a ele próprio, que o dinheiro é nosso.

Então como agora, a chamada “Liberdade”, a tal República, serviu então e continua agora apenas a servir para que uns tantos dos seus simpatizantes, sempre “desejosos” de servir a causa publica, escudados nesses argumentos se comportem como “monarcas”, como senhores absolutos.

Então, não vemos sempre os mesmos “dedicados” servidores da causa pública, a digladiar-se nos períodos eleitorais, chegando tantas vezes ao insulto e à ofensa pessoal numa luta acérrima pelo “naco”?

Ora, pelo menos na Monarquia, todos saberíamos com que contar, não é?

Daí a designação, a “honraria monárquica”, que decidi atribuir ao nosso (deles) Ministro das Finanças, Dom Centeno I, o Cativador. Desde a primeira hora ficamos saber com que contar.

É tão cativador, tão preocupado em pagar as dívidas ao F.M.I., que apenas outro objetivo pretendido supera aquele, alcançar e manter-se nas boas graças de Juncker e Merkel de modo a obter também o diploma de “bom aluno”. Nada mais que estes objetivos.

Se não vejamos:

Os hospitais mês a mês “rejeitam” cada vez mais doentes por falta de mão de obra (não há médicos, não há enfermeiros, não há técnicos auxiliares de diagnóstico, de ação médica, por falta de materiais, de medicações absolutamente indispensáveis, enfim, graças a Deus, resta-nos haver doentes e muitos, cada vez mais. Tratá-los, ou empata-los, isso são contas de outro rosário.

Também já não estará distante, cá pelo burgo português, o conselho aos idosos para que pratiquem o harakiri como modo de equilibrar as contas da Segurança Social, logo eles que viraram uma grandíssima cambada de inúteis, de “parasitas” a comer às custas do número cada vez maior de multimilionários portugueses. Velhos, trapos velhos, fora com eles.

Os professores esperam e desesperam pela mais que justa retribuição do tempo de serviço prestado sem a respetiva remuneração, os agentes da autoridade (P.S.P. e G.N.R.) também com justíssimas razões de queixa, os ferroviários idem, idem, os estivadores idem, enfim, um sem número de crentes (ou já serão descrentes?)  naqueles, que dizem colocar a Democracia de Abril ao serviço do Povo, continuam a ser enrolados.

Engana tolos é a política que está aí para usar e durar, manter aceso o fogo da Democracia  nem fica tão caro, basta adoçar a boca a uns tantos cronistas e fazedores de opinião, colocar os “homens” certos nos lugares certos, e tudo continuará a correr de acordo com os interesses instalados, mesmo sobre esferas. Esta estória dos defensores dos ideais da dita Democracia, faz-me lembrar aquela outra estória do jogo de cartas da “sueca”, baralha Zé, e volta a baralhar para não me “comeres por lorpa”.

Ah! “Zé”, como te acomodaste bem, se nem arrebitas as orelhas, muito menos te questionas se foi para isto, que os teus fizeram Abril?

Afinal “Zé”, pareces contente com a enorme carga fiscal que Dom Centeno I, o Cativador te colocou sobre o dorso, transformando-te em “burro da carga” ao serviço do F.M.I. e da alta finança, “mercadoria de troca” tal como antanho o fizeram com os teus irmãos africanos. Vale tudo!

Se ao menos houvera nascido italiano, no mínimo teria quem me defendesse dos interesses de terceiros apenas interessados no “nosso ouro”, que é como quem diz, nos resultados do suor do nosso trabalho. Sim ,porque os muitíssimos milhões de euros de créditos malparados, de praticantes da usura, de profissionais do golpe, com a conivência de uma banca certa de que há por aí uns milhões de “calhaus com dois olhos”, que acabarão por pagar tais desaforos, não lhes tira o sono, nem inquieta o dia a dia. “Paga Zé e não bufes, ou se assim quiseres, bufa mas só depois de pagar”

Terão que concordar comigo, que isto de falar, ou escrever politicamente correto, foi chão que deu uvas, ou melhor, que deveria ter dado, mas que nunca deu o suficiente para todos, apenas para aqueles, que dedicam o melhor de si à causa pública, não é?

Estou farto deles!

 

Paparazzis à Portuguesa

Se pensam que à Portuguesa só temos o célebre e ótimo cozido de carnes estão enganados, ou no mínimo muito mal informados.

Recordam-se certamente do acidente rodoviário em Paris, que provocou a morte à Princesa Diana. Há quem garanta, que foram os paparazzis os causadores do acidente mortal, que já nessa altura levantou enorme polémica nos meios sociais pelo contínuo e persistente abuso da chamada liberdade de imprensa, que é como quem diz, pelo livre direito à atuação dos jornalistas de certa imprensa sensacionalista, muitas das vezes sem respeito pelos direitos dos outros cidadãos, como o direito à sua privacidade e intimidade.

Infelizmente, a maioria da classe política por óbvias razões, principalmente quando se torna Poder, acena e apregoa constantemente com o lema dos direitos democráticos, dando-lhe enorme ênfase, mas descurando continuamente a outra face da moeda, os deveres democráticos. Sim, porque isto de impor deveres,  a uma sociedade de baixo nível cívico e cultural como a nossa, paga-se caro. Desde a mais que prevista perda de votos até à colagem de um rótulo de fascistas, ou quejandos, tudo pode suceder.

Assim, o melhor é deixar correr, porque como lá diz o ditado “enquanto o pau vai e vem, lá folgam as costas”.

Ora tudo isto vem a propósito do habitual comportamento, da típica atuação, da nossa paupérrima, culturalmente falando, e muitíssimo mediática imprensa, seja escrita, ou áudio visual, diga-se com honrosas exceções.

Refiro-me à atuação, que se diria de paparazzis no seu melhor, em tudo quanto concerne aos rocambolescos episódios da prisão de dois cidadãos “exemplares”, produtos genuínos da nossa evolução como sociedade do pós-Abril.

Todos os canais da nossa TV rivalizaram entre si, no sentido de proporcionar aos seus telespectadores o melhor (pior) da Comunicação Social sensacionalista. Qual deles mais ao estilo “faca e alguidar”, cientes que desse modo, a sua “douta” audiência ficaria tão excitada como uma qualquer Messalina, exigindo mais e mais, sempre desejosa e insatisfeita.

Foram simplesmente patéticos todos os esforços desta imprensa sensacionalista para voltar a dar a Bruno DE Carvalho e o ao líder de uma claque, que mais não faz do que envergonhar os Sportinguistas, aquele habitual protagonismo bacoco, só próprio de deserdados de uma massa cinzenta saudável, mas convictos, que a sua verdade é, passe o pleonasmo, mais verdadeira do que a dos outros.

Lamento, mas mais não posso fazer para contrariar e qualificar esta tão “rasteira” imprensa, que nos envergonha por cá e por além fronteiras.

Façam como eu, não comprem esses pasquins e mudem de canal de TV, ou desliguem enquanto nos estiverem a proporcionar programas informáticos de tão alto gabarito cultural como aqueles em que Bruno DE Carvalho insiste em ser o principal protagonista.

Um clube honrado, com uma tradição histórica centenária, eclético como nenhum outro na Europa, cujos atletas trouxeram para Portugal inúmeros troféus, alguns dos quais se sagraram campeões do Mundo e Olímpicos, que foi alforge de atletas de valor mundial, de futebolistas como Cristiano Ronaldo, Figo, Rui Patrício, Nani e do “velho” Travassos, apenas o primeiro futebolista português, que mereceu a honra de ser convidado para a Seleção da Europa, merece muito mais do que esta chicana à volta de um ex-presidente de tristíssima memória, mas cuja existência ficou ligada ao Sporting.
Façam um favor a vós próprios, aos vossos leitores, aos vossos telespectadores, e em particular, aos Sportinguistas e aos amantes do desporto-rei em geral, coloquem Bruno DE Carvalho a hibernar na prateleira dos filmes trágicos para a recuperação da paz e do fair play desportivo.

O culto das personalidades

Desde que me conheço, quer dizer, desde a idade em que comecei por me interessar no que se passa no Mundo, à minha volta, cheguei sempre à mesma conclusão, o que estava a dar, o que nos distinguia uns dos outros, o que nos fazia subir na escala social, não era nada mais que uma excelente capacidade de retórica, aquela “virtude” que já outrora na minha longínqua infância apreciara, notara, nos bem conhecidos vendedores da banha da cobra, aquela mezinha que tudo curava.

Porque quanto a outras qualidades, como a inteligência alicerçada em bons conhecimentos, o bom nome profissional adquirido pelos resultados apresentados, a verticalidade no modo de estar na vida, tudo isso eram condições dispensáveis, mesmo algo despropositadas aos olhos dos crentes das tais personalidades.

Estas sim, bastava-lhes abrir a boca, mesmo antes de proferir qualquer vocalização e já a multidão de crentes aplaudia freneticamente em completa histeria, procurando uns  e outros dar a maior ênfase possível às palavras dos seus “adorados e idolatrados” lideres, lideres fosse no Mundo da Política, fosse no Mundo do Futebol.

Para aqueles, que se interessam por estas duas manifestações (Política, e ou Futebol) da atividade do Homem, apontarei como individualidades sui generis quanto ao que se refere ao seu endeusamento por parte dos seus “crentes”, Adolf Hitler e Bruno Carvalho.

Perdoem-me aqueles, e não me interpretem mal, que não sendo sportinguistas “domesticados”, ou seja, os que envergam a camiseta de “sportingados”, admitam que na realidade o “fenómeno” Bruno Carvalho está aí para usar e durar.

Tal como Adolf Hitler, indivíduo com uma reconhecida e excelente capacidade de retórica e de argumentação, capaz, como a História nos demonstra de levantar toda uma Nação, unida no mesmo objetivo (erradíssimo é certo), mas que não os impediu de seguir cegamente aquele que acabou a ocupar um lugar na História da Humanidade, como o responsável pelo maior genocídio da era moderna, também Bruno Carvalho, ex-presidente do Sporting Clube de Portugal, o único na história do clube a ser expulso por uma larga maioria de associados, acabou por ser o autor da mais negra página da história dos Leões, ainda arrasta atrás de si toda uma série de “crentes” convictos da sua palavra e “amor ao clube do seu coração”, o Sporting Clube de Portugal.

Tal como então, a cegueira ideológica e o fanatismo nazista levou a Humanidade a uma catástrofe horrenda, vitimando milhões de vidas, homens, mulheres e crianças, destroçando todo um continente, o Europeu, mas envolvendo praticamente todo o planeta, também a cegueira clubística de uns tantos fanatizados arregimentados por um ambicioso pelo Poder, só interessado no controlo absoluto do clube, para assim melhor dispor dele, estão a colaborar numa desesperada tentativa de repor aquela personalidade de triste memória.

Adolh Hitler acabou, segundo se julga por cometer suicídio, evitando assim ter que prestar contas à Justiça dos Homens pelos infindáveis crimes cometidos contra a Humanidade.

Bruno Carvalho, num esforço, que se diria patético, tudo faz para imitar aquele líder alemão, usa a sua conhecida e reconhecida capacidade retórica para alimentar todo o cortejo de “crentes”, ingénuos, iliteratos e acéfalos seguidores.

De momento encontra-se a contas com a Justiça dos Homens, depois de ter sido julgado e condenado pela justiça dos sócios, agora, dizem, aguardando serenamente e confiando na Justiça.

Eu também, tal como Bruno, estou confiante, que o seu hediondo crime seja julgado e sancionado com a mais que merecida pena.

Nunca alguém em tão pouco tempo, fez tanto mal ao Sporting.

Lamentável tem sido o trabalho da imprensa, da TV. O homem de triste memória para os verdadeiros Sportinguistas tem tido todo o tempo de antena como se de alguém muito importante se tratasse, não tendo percebido essa imprensa, que apenas se preocupa com as audiências, se limita a incendiar a atmosfera do futebol não cuidando de colaborar na criação de uma atmosfera de paz, tão necessária ao nosso Futebol.

Deixemos de falar dos Brunos deste mundo e dediquemo-nos ao Futebol do fair play, da rivalidade saudável, do respeito pelo adversário, pela Verdade Desportiva, mas para isso necessita rapidamente a imprensa desportiva de expurgar dos seus quadros os faciosos e imorais colaboradores.

Última hora

Vai por aqui um alarido raramente visto e ouvido nos mais variados meios de Comunicação Social, Bruno Carvalho, o ex-presidente, o presidente “corrido” do Sporting Clube Portugal, aquele que foi o progenitor da maior nódoa negra na História de um clube centenário como é o S.C.P., acabou de ser detido, ou se se quiser acabou de ser conduzido para um local mais apropriado afim de “repousar” a mente, seguramente perturbada pelo enorme e desinteressado esforço, já se vê, em prol do clube do seu coração (isto é ele a dizê-lo).

Sim, finalmente podem os verdadeiros adeptos leoninos, aqueles que desde a primeira hora nunca aplaudiram, nem subscreveram a retórica de Bruno Carvalho (o futuro encarregou-se de demonstra-lo sem margem para dúvidas), que tal como em outras atividades o nosso Portugal é fértil em chicos-espertos, curiosamente sempre capazes de arrastar atrás deles uma comitiva de “crentes”.

Crentes, cegos, incapazes de ler e interpretar os sinais, a verdade dos factos, perceber a manha, ler o fenómeno do Futebol.

Já repararam, que os mais diversos “lideres” do fenómeno futebol, frequentemente revelam os seus telhados de vidro, tantas vezes seguramente de vidro à prova de “pedradas” venham elas de onde vierem? Com toda a certeza que sim. Porque será que gente desta estirpe se apoderou do fenómeno Futebol?

Pergunta ingénua, não é? Então os muitos milhões que giram neste infindável negócio não têm que ser convenientemente “agasalhados”, não vão perder-se no caminho? Com certeza que sim, responderão os “brunistas” deste mundo da bola, onde os lobos não vestem a pele dos cordeiros, mas sim afivelam a máscara dos pulhas, vigaristas e ladrões.

Terão agora os seus “adoradores” de se sacrificarem um pouco mais, mas não muito mais, o Montijo é próximo de Lisboa e a sua cadeia um local “bem” frequentado.

Que rica ideia!

Desde sempre ouvi usar a expressão “vi-me grego” para conseguir isto ou aquilo. Pois bem, chega-nos agora da própria Grécia, não tenha sido ela um dos berços da nossa Cultura, uma excelente  ideia para resolver o aperto de vida em que vivem milhares e milhares de pensionistas portugueses.

Como, penso, ser do conhecimento geral, lá na Grécia como em Portugal, os pensionistas destes dois países (aquele grupo de cidadãos, tratados como trapos velhos, como sobrecarga para a sociedade em geral e em particular para o sistema da Segurança Social) sofreram sucessivos cortes nas suas já magras pensões em nada comparáveis às pensões da larga maioria dos países europeus.

Pois bem, chegou-nos da velha amiga Grécia a solução para a cura do emagrecimento das nossas pensões, das pensões daqueles, que não trabalharam apenas cerca de 12 anos para alcançar a “mordomia” de uma pensão, como acontece com a classe política, mas muitíssimos de nós, a larga maioria, trabalhou e descontou os seus encargos sociais, mais coisa menos coisa, em média 40 anos.

Convenhamos, que se comparados à classe política só poderemos ser considerados como uns “privilegiados” dado aquela “profissão de político” ser reconhecidamente considerada pelos próprios, como causadora de enorme desgaste, quer em termos físicos, quer em termos psíquicos, sendo por tudo isso razão bastante para aquela mordomia ser obtida tão precocemente. É assim a modos de uma profissão de desgaste rápido como os mineiros, os pedreiros, os jogadores profissionais de futebol e não esqueçamos de nela incluir também os professores, “fartos” de aturar a má educação dos seus educandos, sem que haja alguém com coragem para pôr termo à indisciplina de pais e alunos.

Não acreditam? Resta verificar e comparar o número de candidatos à carreira política, como o acesso mais rápido a uma muito razoável pensão de reforma, acumulável com outras mordomias, sempre prontos a sacrificarem-se pela defesa dos interesses de todos os trabalhadores e pensionistas portugueses, não é?

Pois bem, a solução para os problemas da maioria dos nossos pensionistas, obrigados a sobreviver num país cuja classe política há muito perdeu a vergonha de nos enfrentar olhos nos olhos, incapazes de recordar, e dela retirar a lição moral, aquela velha estória dos livros da instrução primária, “a estória de um filho que cumprindo a tradição das suas gentes levou o seu velho pai, ancião de muitos anos, para o cume de um monte povoado por lobos, aí o abandonando à sua mais que certa sorte, apenas com uma velha manta para o abrigar do frio e uma tigela de água para matar a sede” .

Muitos anos depois, e cumprindo a mesma tradição chegou a vez a este filho de ser levado e abandonado à sua triste sorte no cume do monte pelo seu próprio filho. Quando se queixou de tal procedimento, de tal tradição, seu filho limitou-se a recordar-lhe, que fizera o mesmo a seu pai, ou seja “filho és, pai serás, assim como fizeres, assim acharás”.

Será que a maioria dos nossos políticos conhece a estória e saberia dela retirar os devidos ensinamentos? Duvido, que algum dia a tenham lido, muito menos que se disponham a reconhecer a lição moral, que dela poderemos e deveremos extrair. Talvez, se acaso tivesse-mos a oportunidade de a contar, ou recordar, seriamos brindados com um sorriso condescendente.

Ah! Não estou esquecido, não, então aqui vai a solução encontrada por muitos pensionistas gregos para sobreviver às agruras de uma vida “ociosa” com pensões de autêntica sobrevivência a que as políticas financeiras do Euro Grupo os obrigou – “emigraram para países mais pobres, no caso a Bulgária, onde o custo de vida não é para ricos, mas sim para pobres, pois é cerca de 30% mais baixo que na própria Grécia”.

Pronto a minha dica está dada, mas atenção, não me confundam com aquele outro ex-governante laranja, cuja solução por ele preconizada para pensionistas foi a redução do valor das pensões, certamente preocupado com a sua saúde futura de modo a evitar-lhes excessos de quaisquer géneros, ou a preconizada para os muitíssimos jovens desempregados convidando-os a ir trabalhar para as “Bulgárias” da Europa.

Para terminar, confesso, que de certo modo até estou agradecido ao tal ex-governante laranja, porque se japonês tivesse nascido, provavelmente ter-me-ia sido pedido para cometer “haraquíri”, afim de participar na resolução de um problema aparentemente insolúvel em Portugal, o excesso de “trapos velhos”, perdão de idosos, e a diminuição das despesas da Segurança Social, já que extrair dinheiro para esse fim aos demasiados multimilionários portugueses, aos donos de incomensuráveis patrimónios, é obra de gigantes, e vamos lá admitir, que tal tarefa num país de “anões” é manifestamente impossível de concretizar.

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