Um pleno de hipocrisia

Quem minimamente andar atento, diga-se de passagem, à excelente retórica do Senhor Primeiro Ministro, facilmente concluirá, que “fede” a hipocrisia, tantas e contínuas são as vezes, que faz jus a esta sua rara qualidade. Pelo menos, não se poderá dizer, que lhe falta a arte necessária para revelar a mansidão do Povo Português, tantas são as vezes que de modo um tanto irrefletido, “goza” com as situações, com os factos, com os reais interesses dos seus concidadãos, mesmo também dos seus próprios eleitores.

Julgo, que tal se deve a uma excessiva presunção, condição, que se lhe “colou à pele de político”, num país de iliteratos políticos, direi mesmo de “analfabetos políticos”, território como alguém já o referiu de modo extremamente assertivo, de “mortos-vivos”, lutando pela sua quase ressurreição.

António Costa, num dos seus recentes e habituais “circuitos eleitoralistas” (estamos quase em pré-campanha para as Legislativas), certamente que às custas do erário público, entendeu e ainda bem, proporcionar-nos mais uma das suas frequentes “cenas” carregadas dum execrável cinismo. Refiro-me às palavras elogiosas dirigidas aos professores de uma escola restaurada no Norte de Portugal pelo seu trabalho, pela sua competência, pela sua dedicação ao ensino das nossas crianças, mas colocando a ênfase da sua cínica intervenção no mérito de todos quanto contribuíram para a restauração da dita escola, o município lá da zona, os fundos europeus e logicamente o “profícuo” trabalho do seu governo, dado que nos 3 anos e meio de legislatura as escolas intervencionadas já eram mais que muitas, mais de 700.

Ena, tanta obra, tanto tijolo, tanta tinta, tanto suor dos seus obreiros, mas o mérito era todo do seu governo, mesmo que fosse a autarquia municipal a responsabilizar-se pela obra.

Inaudito, não foi o discurso em si mesmo, tratou-se apenas de mais uma das suas habituais gabarolices (recebeu o voto dos eleitores para trabalhar em prol deles), inaudita é a sua desvergonha em dirigir palavras elogiosas e meritosas a membros de uma classe profissional, que ainda muito recentemente desconsiderou por meras razões de contabilísticas, mais próprias de um “merceeiro”.

É que esses elementos da classe profissional dos professores, cuja qualidade de  trabalho mereceu tantos elogios, são em tudo semelhantes àqueles membros da mesma classe profissional dos Açores e da Madeira, deveriam ter tido a coragem de na ocasião o ter confrontado com a hipocrisia das suas palavras.

Somos mesmo um Povo de mansos, insultam-nos cara a cara, cospem-nos na face e ainda agradecemos à Senhora de Fátima a PAZ em que vivemos.

Se não vejamos:

Depois das mordomias eleitorais do cartão do passe social, da devolução em velocidade estratosférica de verbas muito nossas, mas indevidamente retidas pela A.T. de modo atempado em relação à data das eleições europeias, devolvidas sim, mas sem os respetivos juros de mora, assistiu-se ao caos mais que anunciado nos transportes públicos (metro, carris, C.P. e travessias fluviais do Tejo).

Quem teria sido a mente “iluminada”, que para se revelar seguramente o mais subserviente possível aos olhos do nosso “Primeiro Ministro, correu pressurosamente para o seu gabinete e gritou “alvíssaras meu Primeiro, mereço alvíssaras, trouxe-lhe a chave do totoloto político das eleições europeias” e num rasgado, largo, mas teatral gesto, profere, “chumbo na proposta de descongelamento do tempo de serviço dos professores, passe social mesmo que não tenham comboios, nem metro, nem barcos e antes que se lembrem de pedir ser ressarcidos dos juros dos milhões de euros adiantados à confiança. 

E continua o untuoso servidor, “para além da maioria se tratar de gente malandra (usam e abusam da baixa médica com a desculpa do stress da profissão -aturar canalha, livra, quem os tem que os ature ) também é gentalha que não admite afastar-se da sua filharada uns meros 200 ou 300 quilómetros, devendo até ser-nos gratos pela possibilidade de irem arejar para bem longe do stress familiar”

Depois, continua o solícito colaborador (talvez até familiar, claro da família socialista, logo ela que é tão numerosa), meu Primeiro, permita-me recordar-lhe a velha expressão “dividir para reinar”, foi truque que deu sempre fruto e do grande. Costa se bem ouviu, melhor pensou e zás, logo ali decidiu chumbar a proposta dos “malandros” dos professores.

Quanto aos transportes, à sua carência, a solução salta à vista – retiram-se uns tantos bancos com a desculpa bem “armada” da necessidade de transportar mais carrinhos de bebé e malas dos turistas, e “enlatam-se” mais umas dezenas de passageiros. A coisa está é mais “preta” na ferrovia, não há comboios suficientes, a solução é manda-los circular a velocidades mais altas. E quanto aos barcos para a travessia do Tejo? A coisa complica-se, mas vamos crer que o velho espírito de desenrascanço do cidadão feliz por tirar umas selfies com o Tejo como pano de fundo, acabará por lhes trazer a solução, “vão a nado”, pratiquem e imitem o nosso Marcelo, sigam-lhe o exemplo, seus preguiçosos.

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Volta Pedro, estás perdoado

Obviamente me refiro a Pedro Passos Coelho, o Primeiro Ministro do anterior governo de coligação de Direitas, P.S.D./C.D.S., personagem político com quem confesso sempre embirrei, desde a célebre campanha eleitoral em que tudo prometeu aos Portugueses e acabou revelando-se como um mentiroso compulsivo.

Agora, não que a minha memória me esteja atraiçoar, admito, que por comparação com o atual Primeiro Ministro, António Costa, do Governo da “geringonça”, Pedro não passou, diria, de um mero “aprendiz de feiticeiro “ na arte da má política, do logro, da farsa.

É que entretanto, remexendo nas minhas memórias (creio que todos nós precisamos de vez em quando de as arejar) recordei um certo número de promessas de António Costa, como, por exemplo, a repetida e anunciada promessa do maior investimento de que há memória na ferrovia portuguesa. Será que ainda resulta como promessa eleitoral, é que este ano em Outubro vamos ter eleições. Quem saberá responder?

Está à vista de toda a Nação e infelizmente constata-se todos os dias, o estado lastimoso em que se encontra o material circulante (máquinas, automotoras, carruagens há de tudo, não um pouco, mas demasiado material “encostado” por falta de manutenção.

Falta de dinheiro, falta de pessoal habilitado, falta de organização e de gestão, falta de vontade política. Sim, porque quando há muitos milhões de euros para injetar na banca privada e não só, para evitar ameaças de insolvências bancárias causadas por gestores no mínimo incompetentes e cuja seriedade já tem sido colocada em causa terá, que se considerar se as prioridades do Governo Socialista de António Costa, não serão o bastante para lhe fazer cair a máscara.

Mas prioridade das prioridade, estou certo que sim, do governo da “geringonça” é antes do mais, lograr uma política enganosa, de farsa, que realmente dá frutos, tais têm sido os resultados eleitorais.

António Costa pode tranquilamente continuar a fazer promessas ao Povo, sem a mínima intenção de as cumprir, pois como diria de novo o Almirante Pinheiro de Azevedo, “o Povo é sereno”, direi mais, manso como cordeiros no redil.

Se bem me lembro (Vitorino Nemésio me perdoe pelo uso abusivo da sua bem conhecida expressão), eu que também tenho algumas costelas açorianas, a única promessa que António Costa cumpriu foi o vergonhoso aumento, quase esmola, aos pensionistas de muito baixo valor, repito um vergonhoso aumento de 10 (dez) euros nas suas pensões, ou seja, qualquer coisa como 33 cêntimos por dia.

Porém, conhecendo eu como muito bem conheço o sentir das nossas gentes rurais e dos mais humildes, aposto que lhe terão ficado gratos, gentes, que como todos sabemos sem ambições, nem sonhos, mas calejados por uma vida prenhe de miséria e sofrimento,  para quem dez miseráveis euros acaba por ser uma bênção do céu.

Ora, António Costa, para eles está mesmo lá em cima, lá em cima, onde desde sempre se habituaram a ver os “santos”.

Depois terá que se considerar, se António Costa tivesse concretizado todas, ou no mínimo a maioria das promessas com que iludiu muito do eleitorado, chegaria ao meio do sua legislatura, sem matéria para continuar o seu tão prestimoso serviço à Res Publica. Para o avaliar bastará começar a contar o sem número de greves nos mais variados sectores de atividade, coisa nunca vista em Portugal (só pode mesmo ser birra, não?)

Uma coisa temos, que ponderar, ou um António Costa sozinho mas cheio de boas razões, ou uns milhões de portugueses errados, manipulados como carneiros, incapazes de pensar por eles próprios, sem condição para avaliar a situação do país.

Aqui chegados, do meu baú de recordações, bem lá do fundo da minha memória, recordo as palavras do ditador Salazar respondendo à mais completa e total censura em todos os fóruns internacionais da política colonial de Portugal, à recusa à descolonização, palavras assim expressas “Orgulhosamente sós”. E não é que o ditador Salazar com tais slogans, arrastava multidões para os seus comícios?!

Já naquele tempo se organizavam comboios especiais para passear as gentinhas até à  Capital para aplaudir e vitoriar sua Ex. cia, o Ditador, porque razão não fazê-lo agora de modo a arrebanha-los em comícios. Afinal, a ideia nem sequer é original, ou pelo menos já perdeu a patente, não é?

Volta Pedro estás perdoado!

O Portugal dos “poucochinhos”

No rescaldo das eleições europeias, o líder do P.S., António Costa, considerou ter obtido uma retumbante vitória e apontava já para as próximas eleições legislativas com a possibilidade de obtenção de uma maioria absoluta.

Desse modo realizar-se-ia o sonho há tanto tempo perseguido, governar sem o apoio da “geringonça”, daquela estranhíssima coligação com um Bloco de Esquerda antieuropeísta fundamentalista e um partido Comunista Português totalmente anquilosado e incapaz de se libertar da bíblia marxista. Comentava Costa pós-eleições, “só falta um poucochinho”.

Sim, à primeira vista, o poucochinho de Costa bastaria para lhe permitir, que os ainda crentes dos seus eleitores, não reparassem, nem parassem para pensar, porque razões a abstenção disparara para valores inconcebíveis (quase 70%) numas eleições europeias em que se verificou precisamente o contrário (a descida da abstenção) na maioria dos países membros, logo depois de toda uma catrefada de apelos do populista Presidente da República,  dos órgãos de informação subservientes ao regime, de comentadores políticos, ou serão políticos comentadores, bem remunerados e melhor orientados pela “cartilha” socialista (aqui chegado, recordo outra cartilha muito em voga, a do Benfica, mas não é o momento de abordar esta questão).

Depois, no país do poucochinho, releva-se numa enorme série de questões “poucochinhas”, elas são a criação apressada do passe social para os transportes públicos, de modo atempado para a época eleitoral em questão, sem que previamente se organizassem os transportes públicos para a mais que garantida procura pelos novos utentes, necessário mesmo era, que os portadores dos novos passes sociais de transportes públicos, pudessem exibi-los orgulhosamente por mais uma dádiva socialista, ou a devolução do IRS cobrado em excesso aos contribuintes, devolução com uma rapidez inusitada a pedir meças à rapidez de decisão negativa de Centeno no que respeito diz ao problema da descongelação do tempo de serviço dos professores, tudo rapidinho, para servir “quente” a tempo e horas das eleições.

Mas os “poucochinhos” não se ficam por aqui, pois a época de incêndios já aí está e mais uma vez, por “poucochinho” os planos do Governo P.S. voltam a falhar. Faltam só quase 50% dos meios aéreos tão propagandeados, como de novo, falha o SIRESP. Enfim, falhou mas foi por poucochinho!

Depois, também são “poucochinhos” os pedidos de desculpas desde António Costa até ao Secretário dos Assuntos Fiscais, nesta questão do “assalto” pela Autoridade Tributária em plena autoestrada aos contribuintes da zona de Valongo, nem um, nem outro, fizeram mea culpa, antes chutaram a responsabilidade da pobre imitação do nosso Zé do Telhado, ou para aqueles, que não conheçam esta nossa personagem de salteador, para outra o Robin Hood da floresta de Sherwood.

Quanto a Centeno, o tal Ministro das Finanças, recorde-se, apenas pediu, que se cobrassem mais uns 8,9% de dívidas fiscais dos contumazes contribuintes maus pagadores, só um “poucochinho”, ainda que para tal tivessem, que os assaltar em pleno dia com a colaboração da G.N.R. (Guarda Nacional Republicana) operação verdadeiramente rocambolesca.

Também a política do poucochinho acabou por chegar aos transportes públicos e assim, por exemplo, no Metro a administração (pois claro deveria cumprir a regra do poucochinho), vai daí e desata a retirar uns tantos assentos de passageiros para conseguir mais um “poucochinho” de espaço de modo a transportar mais uns tantos poucochinhos de passageiros (nem tudo se perdeu,  com esta política do poucochinho de Costa, a proverbial capacidade de improvisação do português, aí está, “se não tem cão caça com gato” e não reclames, agora até viajas mais barato com o passe social.

Assim, poucochinho a poucochinho, lá vai singrando a barca socialista, com um timoneiro bom conhecedor das artes de marear neste oceano de ledos enganos, de promessas ocas certo de que “palavras leva-as o vento” e o tempo tudo faz esquecer, para além de se revelar um excelente ator de trágico-comédias, ora recentemente em cena com a peça, “agarrem-me que eu demito-me”.

Tema bem apropriado para a atual conjuntura portuguesa, esta estória de ameaça de demissão, também ela, pena que só tenha sabido a poucochinho.

Quem ainda não se apercebeu, que António Costa há muito se demite da responsabilidade pelas promessas não cumpridas, levante a mão e a voz, exija-lhe seriedade, respeito pelo eleitorado, fazendo-lhe ver, que Portugal não é só paisagem, não é simplesmente uma sua courela, longe disso, Portugal é de todos os Portugueses, dos que trabalham dia a dia debaixo do sol, dos que suam lágrimas e sangue, dos que se viram forçados a emigrar para dar de comer aos filhos, das crianças a quem é negado um futuro confiável, dos ainda inúmeros desempregados, dos doentes que constantemente “mendigam” por um Médico de Família, ou por uma consulta de especialidade, dos pensionistas de tão baixas pensões que ao balcão da sua farmácia têm de optar entre alimentação e comprar medicação para tratar os seus males, das vítimas de injustiças e de criminosos que esbarram com preços exorbitantes quando pedem Justiça, de, de, de…. um sem nunca acabar de “poucochinhos”, situação que apenas continua, porque de vergonha, nem um “poucochinho” sobra a António Costa.

António Costa, esquece o aforismo popular que reza “a mentira tem a perna curta”, daí lhe garantir que só vai continuar a enganar os pobres de espírito, os iliteratos e os muito distraídos, mesmo se continuar a alimentar tão numerosa “prole” de subservientes funcionários do partido.

Porém recomendo-lhe que não se distraia em demasia, nem um “poucochinho”, há por aí gente da sua cor partidária tão “esfomeada”, que acabam por lhe levar o restante da sua dignidade de líder socialista. Cuide melhor do seu rebanho, antes que o lobo mau da corrupção apareça por aí.

A crise da Democracia

Não sou tão politizado como se possa pensar, mas as duas breves experiências de vida ativa política, no meu entendimento, foram o suficiente para me sentir como o “gato escaldado da água fria tem medo”.

E razões de sobra não me faltaram, dado que na minha humilde leitura das coisas da Política, dos seus meandros, dos seus processos nada, ou mesmo muito pouco transparentes, cedo cheguei à conclusão e sensação de me sentir como o “peixe fora de  água”.

Foi a muito custo, que trabalhei uns tempos em prol da Democracia reconquistada em Abril de 74, logo aí em breve espaço de tempo, saí totalmente frustrado e desiludido do movimento democrático, que então se dizia reunir “lá na minha terra” as forças ditas democráticas. Não precisei de esperar muito tempo para tirar conclusões seguras e assertivas das intenções da maioria dos elementos, que constituíam o tal “movimento democrático” lá na minha humilde terra, terra natal, diga-se por adoção.

Como a presidência das autarquias municipais tinham “caído” por força da Revolução de Abril de 74, logo tratou esse movimento, monopolizador, da recém-nascida Democracia, de apontar baterias aos cargos políticos “vagos” da autarquia, antes que outros se aboletassem com “os tachos em questão” dado que eleições autárquicas só estavam previstas para depois de um lapso de tempo bem razoável, necessário para “assentar” o pó da mudança do regime, saía-se de uma feroz ditadura salazarista para um esperançoso regime democrático, bem definido na sigla “O Povo é quem mais ordena”.

Neste intervalo de tempo, aconteceu ser surpreendido por um inopinado convite do então “provisório” Governador Civil do Porto, convite para que aceitasse o cargo “provisório e temporário” de Presidente da Comissão Administrativa, que iria ficar a gerir os destinos da autarquia. Diga-se em abono da verdade, não conhecera, nem contatara nunca aquela personalidade política, o Governador Civil do Porto, provisório.

Fui pressionado para aceitar o convite, mas desde a primeira hora logo ali me declarei estar pronto a servir a Democracia, SE os membros do Movimento Democrático, que eu integrara muito honrado pelo convite, que me fora apresentado na minha residência familiar por um grupo de “democratas de Abril”, reitero, se algo, mínimo que fosse considerado não dispor eu da imagem necessária para ocupar tal cargo, logo ali recusaria o “honroso convite” do governador civil interino, curiosamente mais tarde Presidente da Autarquia Municipal do Porto e meu vizinho naquela cidade. Simples coincidências, que serviram apenas para que o nosso conhecimento e convívio pessoal se aprofundasse.

Como já devem depreender, aconteceu exatamente tudo quanto eu previra. Não aceitei o cargo, não continuei a permitir o uso do meu nome profissional e familiar para servir de panfleto publicitário ao “Movimento Democrático” lá da terra e nauseado resolvi por bem afastar-me, seguindo aquela velha máxima “mais vale só do que mal acompanhado”, logicamente em termos de prática democrática.

Bastantes anos depois, sob uma enorme pressão familiar da maioria dos meus filhos adultos procurando a minha colaboração política para com um amigo de infância, voltou a crescer em mim, o desejo sincero de contribuir na humilde medida dos meus parcos méritos, assim acabei por anuir como outrora em 1974, impondo ao candidato autárquico de um dos maiores partidos políticos vigentes, que me pedira a minha colaboração, desde logo uma condição prévia, uma premissa sem a qual nunca poderia contar com a minha disponibilidade, ver o meu nome (embora na condição de líder da futura banca partidária municipal) colocado com a sigla de “independente”.

Desse modo, assim o entendi, revelava ao eleitorado não estar ali para outra coisa que não fosse apenas para servir a Democracia.

Também esta nova “lua de mel” política, depressa se tornou coisa para esquecer, tantas foram as armadilhas colocadas no meu caminho e ao meu desempenho desprendido de quaisquer mordomias futuras. Sempre me bastara a minha prática profissional, aquela que sempre preencheu verdadeiramente o meu íntimo, o meu ego.

Porque não alinhava, tudo fizeram para me indispor, até que de modo muito democrático à portuguesa, fui grosseiramente insultado, apelidado de mentiroso, alto e em bom som, nada mais do que pela figura maior da Democracia na casa autárquica, o Presidente da Mesa da Assembleia de Deputados Municipais.

Situação inusitada, que apenas acabou a revelar o baixo carácter do dito, pois, querem crer, me impediu de defender o meu nome, a minha honra, na tribuna do plenário municipal, entretanto percebendo que todos os líderes das outras bancadas partidárias de imediato me ofereceram o seu apoio.

Isto é a Democracia à Portuguesa, esta é a prática das elites políticas!

Sem mais comentários.

 

Portugal, um país do “faz de conta”

Garantidamente, o Portugal de hoje está transformado num país do “faz de conta”.

Vejamos, “faz de conta”, que a tão propagandeada promessa do Governo Socialista de António Costa no que concerne ao plano preventivo para a época de fogos, já iniciada este ano em Maio, está a decorrer às mil maravilhas. O facto do total da frota de aeronaves de combate aos fogos, anunciada e publicitada, dispor de menos 25 aeronaves, uma redução aproximadamente da ordem dos 50%, é com toda a certeza para António Costa uma coisa de somenos, pois bastará fazer de conta, que elas aí estão prontas para o que der e vier a acontecer.

Quanto ao que concerne a limpezas (refiro-me já se vê,  à anunciada obrigatoriedade da limpeza das matas e das bermas dos caminhos e estradas), a coisa pia fino, ou não fosse este Portugal um “país do faz de conta”. O Senhor Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes no seguimento do estrito cumprimento de ordens emanadas pelo seu líder governamental, António Costa, declarou, que o Estado (leia-se, Governo Socialista) iria penalizar fortemente os prevaricadores, quer se tratasse de proprietários reticentes ao cumprimento da Lei, quer das autarquias incumpridoras no seu papel de substituição daqueles proprietários. A realidade deste “país do faz de conta”, revela-nos, que nem uns, nem outros, se preocuparam em tornar esse desiderato um facto possível, antes se preocuparam no último ato eleitoral através do voto em tecer louvaminhas à boa governança do tal “faz de conta”, como país europeu e que se diz respeitador da democracia.

Talvez até, a acontecer outra tragédia como a de Pedrógão Grande, o senhor Primeiro Ministro possa dispor de outra flagrante oportunidade para ir a banhos, limitando-se de novo a seguir os acontecimentos à distância, cuidado compreensível, pois as “queimaduras” sofridas pelo Povo a ponto de se terem tornado mortais para umas boas dezenas de cidadãos, não é coisa que se deva ver em proximidade.

Sim, porque esta questão da “proximidade”, é necessária e útil apenas quando se pretende alimentar a ilusão da nossa “sentida” preocupação pelas populações, pelo dito sofrimento dos que sobreviveram, mas depois tiveram de chorar os seus mortos.

Até a hipocrisia neste país do “faz de conta“, cheira a trapos velhos.

Mas o Portugal, o país do “faz de conta” não se fica por aqui, também tem uma Autoridade Tributária sempre predisposta a tudo para mostrar serviço ao “chefe” Centeno, mesmo que a sua atuação na prática imite os processos de trabalho do histórico e conhecido salteador, o Zé do Telhado. Ele também, reza a História, funcionava assim a modos de um Robin Hood, “roubava os ricos para dar aos pobres”. Porém algo aconteceu, e a estória de vida do salteador luso, revelou-se no processo de atuação da A.T., distorcida, desvirtuada. Esta A.T. parece antes sempre pronta em “roubar aos pobres para dar aos ricos”.

Dispõe até, a A.T. de uma listagem nominal exclusiva dos grandes contribuintes fiscais, para quê? Então não serão eles apenas e só, meros contribuintes obrigados ao cumprimento das suas obrigações fiscais, à imagem e semelhança dos pequenos e médios contribuintes?

Pois, a explicação é óbvia, neste país do “faz de conta“, contribuintes de baixos, ou mesmo baixíssimos rendimentos, são todos aqueles sem posses para defender os seus direitos fiscais numa Justiça, também ela mais própria de um país do faz de conta, já que é habitualmente “forte com os pobres e fraca com os ricos e poderosos“. Não acreditam? Digam lá, quantos poderosos, quantos capitalistas, quantos “caloteiros” da banca pública e, ou privada, veem nas prisões?

Andam a brincar comigo, estes políticos socialistas de pacotilha de um país do “faz de conta”.

O ridículo do “faz de conta”, vai muito mais para além da primeira perceção. Refiro-me ao ato de contrição e respetivo pedido de desculpas do Senhor Ministro das Infra Estruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, aos utentes prejudicados pela supressão de transportes públicos, urbanos e suburbanos, como comboios e barcos da travessia do Tejo.

Sem pretender polemizar esta questão, que causou enormes prejuízos aos seus utentes, lembrarei ao Senhor Ministro do Governo Socialista de António Costa, que desde pequenino os meus educadores me ensinaram, “as desculpas evitam-se”, desde que cumpras os teus deveres. Pois é assim desde a primeira hora, Senhor Ministro das Infra Estruturas e da Habitação, o seu dever era evitar razões para eventuais pedidos de desculpas, que nunca passarão de meras palavras de circunstância, mas sem o necessário e mais do que justificado ressarcimento moral e material dos utentes prejudicados pela sua incompetência e complacência para com a política austeritária de Centeno, mais preocupado com os interesses do F.M.I. do que com os interesses desta populaça.

Não chega agora pois, aumentar mais o rol das promessas socialistas, tantas foram, mas que nunca passaram disso mesmo, promessas ocas, mentirosas.

Compreende-se, e até é aceitável Senhor Ministro das Infra Estruturas e da Habitação, que se queixe das dificuldades “herdadas” do governo  de Direita de Passos Coelho e Paulo Portas, mas não deverá limitar o seu desabafo à ação daqueles responsáveis políticos, eles que herdaram sim, um problema bem maior, a quase total bancarrota do país, e não somente uma situação caótica da C.P. por falta de pessoal e dinheiro para a manutenção do material circulante de comboios, situação essa, que como muito bem deve perceber, se deveu à “teatralização” do fim da austeridade, do virar  da página do livro da austeridade da autoria de António Costa, afinal o seu líder e seu Primeiro Ministro, aquele, que o instruiu seguramente na arte de bem iludir o eleitorado e de “piamente” fazer o seu ato de contrição e pedido de desculpas.

Mas que conversa da treta, chega de um “país do faz de conta“.

 

Um arraial de promessas

Depois da política do “poucochinho”, António Costa “perdeu a cabeça” (só pode ter sido isso) e desatou a fazer promessas, denunciando desde logo a mais que previsível atmosfera da próxima campanha eleitoral para as Legislativas do Outono próximo.

Imagine-se os sobressaltos, que tais anúncios de Costa terão provocado ao seu Ministro das Finanças, ávido da sua avareza, da sua política de cativações em cima de mais cativações, não vá o Diabo tece-las e o F.M.I. descobrir ter havido erros nas “contas de diminuir” de Centeno. Assim, nunca será apanhado desprevenido, como se usa dizer de “calças nas mãos“, mesmo que essas cativações impliquem ver os seus subservientes contribuintes só com o cotão no fundo dos bolsos.

Por tudo isto, Centeno pondera uma explicação com desculpas formais aos professores, vítimas da sua “contabilidade de merceeiro”, fazendo-lhes ver que de pessoal nada houvera nesta sua irrascível negativa à consumação dos seus desejos. Desde sempre insistira não dispor de 800 milhões de euros para concretizar tal ambição dos professores, se dispusesse dessa quantia, como diz o Povo, casava-se outra vez com a “geringonça”.

Entretanto aproveitaria a ocasião para pedir, também ele entraria nesta senda das desculpas, a compreensão dos senhores professores para um estranho fenómeno, talvez consequência da influência climática da região, ou quiçá da influência da maioria socialista da região, fenómeno esse, que determinou a concessão aos professores dos Açores e da Madeira, mais convenientemente aos dos Açores, o direito ao descongelamento total do seu tempo de serviço congelado.

Assim em cima da mesa, já se encontra o almanaque das promessas, melhores transportes ferroviários e fluviais, melhor Saúde, melhor Escola, melhores pensões, até se prevê o concurso da melhor “peta” socialista.

Eu, por exemplo, que vi a minha pensão de reforma depois de uma vida de trabalho de quase 40 anos, ser amputada em quase 300 euros pelos “cuidados” do socialismo socrático, já nado num enorme lago de expectativa de ver recuperada aquela muito significativa perda.

Acontece, infelizmente (ou será felizmente?) que mantenho uma completa lucidez mental e sei que nem remotamente irei recuperar esse meu direito constitucional. Se ao menos fosse magistrado (juiz)!

A mais completa desvergonha

Muito recentemente o Parlamento português, discutiu os aumentos para a classe dos magistrados (juízes) acabando por aprovar nova tabela de vencimentos, cujo topo de carreira, ultrapassa mesmo o vencimento do Primeiro Ministro, aprovação, que mereceu os votos favoráveis do P.S, do P.A.N., do P.C.P. e do C.D.S..

Trata-se de uma decisão altamente polémica dado não se compreenderem as razões para tal, isto é, descriminar pela positiva uma classe profissional, meritória é certo, em detrimento de outras classes profissionais cujas funções são do maior interesse público  como o caso dos profissionais da Saúde (médicos, paramédicos e enfermeiros) e mesmo da classe dos professores.

Se será sempre importante para a sociedade a existência de uma Justiça, não menos importante, entendo até como mais relevante, a Saúde e a Escola (Ensino).

Premiar os senhores juízes com um aumento de vencimentos, escamoteando essa mordomia aos senhores professores e aos senhores profissionais da Saúde, é até atentatório da dignidade das funções destes últimos. Sem escolaridade nunca se formarão juízes e sem saúde porventura morrerão antes de o conseguirem ser.

Não entendo mesmo (ou por acaso até entendo), porque ordem de razões Mário Centeno, o Ministro das Finanças, entrou em conflito aberto com os desejos da classe dos professores, quando da sua justa e legítima reivindicação do descongelamento do tempo total da sua carreira e agora para satisfazer os senhores juízes mostrou toda a sua concordância com um sorriso de orelha a orelha. Compreende-se a preocupação, os tempos andam cada vez mais agitados, a Justiça “atiçada”, há que tomar certos cuidados, porque “cautelas e caldos de galinha” nunca fizeram mal a ninguém.

Vejamos, André Ventura um dos fundadores do jovem partido da Direita de nome “Basta”, reage frontalmente a esta decisão do aumento dos vencimentos, alertando para um facto nada de somenos, um senhor deputado socialista responsável maior pela comissão parlamentar encarregada de estabelecer a nova tabela salarial dos senhores juízes, por coincidência, podem crer, só mesmo por coincidência, é casado com uma senhora juíza desembargadora do Tribunal da Relação de Lisboa. Situação de onde se poderia depreender poder haver conflito de interesses, logicamente logo recusado pelo dito marido deputado.

Coincidência ou não, também um outro familiar, no caso um filho foi “convidado” a integrar a equipa de trabalho de um senhor secretário de estado, socialista já se vê.

Podem crer, que estas concretas situações nunca passarão de meras coincidências “socialistas”, e eu e André Ventura, nunca passaremos de uns desbocados cidadãos obcecados com a lisura de processos, a ética e a desvergonha que nos rodeia.

Não se esqueçam, mimoseiem-nos com aquele piropo, de “populistas”, afinal até bem agradável. Bem pior seria, se nos chamassem de socialistas, de democratas de Esquerda, teriam mesmo de nos explicar em que escola, ou livro, aprenderam as suas práticas. Sim, digo práticas, porque quanto à teoria, à ideologia, essa é por demais reconhecida por tantas vezes acabar desvirtuada.

O “síndrome” da desculpa, ou a política do equilibrismo

Tal como um qualquer vírus com características epidémicas, isto é, capaz só por si de se propagar sem controlo, limitando-se a aproveitar as condições mais ou menos favoráveis a uma sua descontrolada propagação e desse modo acabando por vitimizar, por vezes, muitos milhares de seres humanos, também nestes tempos mais recentes, a Política em Portugal, apresenta notórios sinais de sofrimento de um grave síndrome, que me ouso  classificar, como o “síndrome da desculpa”.

Desculpas, que caem aos trambolhões, acumulam-se nas mais variadas intervenções de personagens travestidos de políticos, incapazes de compreender a verdadeira essência da ciência política, antes manipulando-a seu bel prazer e que, quando confrontados pelos seus pares, ou pelos seus governados, utilizam apressadamente, tentando que os seus “ingénuos” pedidos de desculpa, possam ser considerados como a verdadeira panaceia, ou mesmo o eficiente detergente, para lhes “limpar” da face a máscara da hipocrisia e da mentira compulsiva.

Estamos bem conscientes, que este jogo tem cartas marcadas, cartas viciadas, mas também o consenso de uma maioria acomodada, ou desmotivada, não reativa, da tal maioria satisfeita, ou mesmo realizada com a política do “poucochinho”.

Discutem-se muito e sempre no período pós-eleitoral, os resultados eleitorais, os resultados alcançados pelos diversos partidos políticos, todos, espantosamente  considerando-se vencedores, diga-se, aliás com honrosas exceções.

Assim, a “convalescença” do período eleitoral fornece as condições mais propícias à investida do “síndrome da desculpa”, verificando-se mesmo, estatisticamente, que este conhecido síndrome é mais virulento, está mais disseminado, exatamente neste período, nunca se extinguindo ao longo da legislatura, perdão, ao longo do ano.

Há desculpas para todos os gostos, ora desculpas pela política do “poucochinho” (que o digam os privilegiados pensionistas de muito baixo valor ao receberem um acréscimo de 33 cêntimos por dia) , ora desculpas pelo mau estado dos transportes públicos ao ponto da indispensável e necessária supressão de composições ferroviárias, ora pelo estado caótico dos serviços de Saúde onde quase tudo falta, mas onde sobra a dedicação do pessoal de Saúde (por exemplo, urgências hospitalares em que um só enfermeiro tem à sua responsabilidade uma dúzia de doentes graves em macas) e, Deus me livre, do caos nas Lojas do Cidadão para se renovar o cartão de cidadão, ou o passaporte, garantidamente condenados a perder horas e, ou mesmo dias, para cumprir uma obrigação legal, possuir e ter na sua posse documento de identificação.

Será que ninguém, mesmo ninguém, tem coragem de chamar os “bois pelos nomes”, “escarrando-lhes” na cara meia dúzia de verdades, apelidando-os de hipócritas fariseus, de socialistas de pacotilha?

Será que não entendem como, e com que processos de intenções, António Costa, ilude o Povo mais humilde, muito menos exigente porque muito mais iletrado, e consegue  simultaneamente satisfazer a sua enorme clientela partidária?

Como será, que o discurso sempre demagógico e oportunista de Costa tem pernas para andar numa sociedade, que se diz culturalmente mais preparada?

Para quando uma imprensa livre, independente, pedagogicamente útil no sentido do mais completo esclarecimento das massas?

Para quando a indispensável e necessária explicação da prática de uma política de dois gumes, dando à governação um não sentido, nem de Esquerda, nem de Direita, antes uma miscelânea para enganar eleitores impreparados, convictos, que este socialismo segue os ditames da sua “bíblia sagrada”.

Será que ainda não perceberam esta política de equilibrista praticada por António Costa, ora caindo para a Direita, ora caindo para a Esquerda, acabando por criar junto de todos, a ilusão de um rumo seguro? Ou olham desatentos para o horizonte próximo? Uma nova crise financeira está para acontecer e a nau de Costa, a Portugal, acabará por nos fazer soçobrar.

Não querem crer? Aguardem, e logo verão.

O “Polvo” rosa

O polvo, aquele delicioso petisco quando bem preparado, como no caso (passe a publicidade) do “polvo à Lagareiro“, é como muito bem sabem um molusco constituído por um corpo quase limitado a uma enorme bolsa onde armazena as suas presas e uma pequenina cabeça, mas dispõe de vários braços, braços com características muito específicas. Para além de lhe permitir movimentar-se em todas as direções, põem também à sua disposição um poderoso sistema de ventosas, que lhe permitem subjugar e aprisionar as presas.

Pois bem, depois do muito que tem sido notícia com relevância para a cor rosa, um das principais cores partidárias em Portugal, o polvo molusco, aquele saboroso petisco, acaba estrondosamente derrotado, e porquê?

Polvo petisco é, e será sempre só um molusco, habitante dos nossos mares, ao contrário do seu homónimo, o “polvo rosa“, que possui uma extraordinária capacidade de se metamorfosear, de se multiplicar no que respeito diz, por exemplo, ao número e extensão (leia-se, comprimento) dos seus braços, permitindo-lhe com tal característica dispor de uma capacidade invejável de “aprisionamento” das suas tão desejadas, como apetitosas presas.

Depois da “familygate“, onde foi notório o excelente desempenho dos ditos braços do “polvo rosa”, depois da estrondosa notícia da detenção de um “dinossauro” socialista e seus pares em suspeitosas caças a apetitosas presas, depois de um outro braço rosa “amputado” em Braga por apropriação indevida também de apetitosa presa (leia-se, verbas da Segurança Social), ainda depois de um outro braço do “polvo rosa” relevar de modo categórico não reconhecer conflito de interesses no facto de ter sido o principal obreiro na aprovação dos novos salários (vencimentos) dos senhores juízes, que acabam a ultrapassar o vencimento do próprio Primeiro Ministro e, por mera coincidência ser casado com uma senhora juíza do Tribunal da Relação de Lisboa, repito, depois de algumas “traumáticas” amputações de alguns dos seus membros, o “polvo rosa” segue impávido e sereno, talvez por ser vítima de alguma forma de surdez, que nós humanos desconhecemos.

E assim se faz política rosa em Portugal, perdão, assim se cozinha e tempera o prato culinário do dito “polvo rosa”.

“É tudo farinha do mesmo saco”, Ou a verdadeira prática socialista

Neste recente escândalo envolvendo figuras públicas e políticas do Partido Socialista,  detidos na Operação Teia da autoria da P.J. (Polícia Judiciária), os presidentes das autarquias municipais de Santo Tirso e de Barcelos para além do Presidente do Instituto de Oncologia (I.P.O.) do Porto, foram dados à estampa acontecimentos e factos, só por si muito relevantes da ética e prática política ao modo socialista.

Assim, acabei de tomar conhecimento, que o “dinossauro” do Partido Socialista de António Costa, Joaquim Barbosa Ferreira Couto, autarca de Santo Tirso, foi em tempos distinguido com a Cruz de Mérito da Cruz Vermelha Portuguesa e colaborou ativamente na Comissão Parlamentar de Saúde, comissão esta que se destina a aconselhar o responsável ministerial da pasta da Saúde quanto a nomeações para cargos públicos (leia-se, cargos políticos, os vulgarmente designados como “tachos” do partido).

Por coincidência, no caso do Diabo, o autarca de Santo Tirso licenciou-se em Medicina no mesmo ano em que o atual Presidente do I.P.O. do Porto também se licenciou em Medicina e maior coincidência é o facto de Manuel Bizarro, também licenciado em Medicina e conhecidíssimo socialista, que já foi candidato à presidência da autarquia portuense, se ter desfeito em elogios ao atual Presidente do I.P.O. do Porto, tendo até a propósito do trabalho à frente dos destinos doo IPO do seu camarada médico, uma declaração muito relevante, “um IPO do Porto antes de Laranja Pontes e um I.P.O. do Porto depois de Laranja Pontes” .

Por outras palavras, parece haver total e completa sintonia no modus faciendi socialista, na prática socialista deste P.S. de António Costa. Quando figuras de maior, ou menor nomeada, mas suficientemente visíveis, colocadas em cargos de responsabilidade política, onde antes da obediência partidária, se deve o respeito pela Ética e pela dignidade pessoal, aos olhos do eleitorado em geral, e do eleitorado socialista, em particular assim procedem, como os classificar?

Só encontro uma explicação capaz de compreender o Mundo dos Políticos, daqueles que se esfalfam para conseguir um poleiro mais alto, ou mais baixo, mas sempre um poleiro, é a dificuldade assumida do seu reconhecido receio, que uma vez lançados em voo (leia-se na vida política) rapidamente batam com o seu pedante nariz no chão.

António Costa deve tomar conhecimento do real estado das estruturas partidárias, se quer salvar o seu Socialismo, se sonha em levar o barco a bom porto, precisa de se rodear de gente idónea, de gente crente, de gente humilde, sem a presunção de se tornar importante, só, porque são os titulares deste, ou daquele cargo político.

Depois António Costa deverá ter em conta, o mais que demonstrado narcisismo lusitano, ao qual a Política não está seguramente imune, condicionando tantas as vezes um trabalho político, que se quer proveitoso, certamente com resultados visíveis, mas que se deseja impreterivelmente idóneo. Os bons, ou os maus exemplos, vêm sempre de cima e quanto a isso, não tenha Costa a menor das dúvidas, quanto aos prejuízos desta bombástica notícia para o P.S..

É que estão envolvidos nomes de referência dentro do P.S., personalidades que sempre se consideraram idóneas, politicamente corretas. Foi mau de mais, se as eleições europeias fossem amanhã, Costa teria tido enormes pesadelos e dificuldades para explicar o que deveria nunca ter acontecido, envolvendo uma figura socialista de peso político muito significativo, como é o caso do atual autarca de Santo Tirso.

Mais uma grande dor de cabeça para António Costa, logo depois (será só por coincidência, ou terá havido conveniência) da sua penosa campanha eleitoral para a óbvia necessidade de corrigir o seu erro na escolha de Pedro Marques, levando ao colo o triste e apagado candidato socialista.

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