Um Portugal a arder, um país eternamente adiado

De pouco serviu a tragédia dos incêndios do ano passado, nos concelhos de Pedrógão Grande, Góis, Castanheira de Pera e outros, incêndios, que causaram dezenas de vítimas mortais, de inúmeros feridos, de prejuízos materiais avaliados em muitos milhões de euros com a perda total de centenas de residências de primeira, e de segunda, habitação, de inúmeras empresas que garantiam postos de trabalho, enfim, todo um rol de funestos acontecimentos, que jamais se apagarão da nossa memória coletiva.

Parece não se ter aprendido nada, ou quase nada, com aquele terrível drama dos incêndios, que fustigaram no ano passado, em especial a região de Pedrógão Grande, Góis e Castanheira de Pera, mas, que se multiplicam todos os anos ao longo do país.

Como é habitual e típico de um Povo residente num país eternamente adiado, depois da tragédia o que mais importou foi garantir a existência de culpados pela catástrofe, fossem eles os responsáveis políticos (no caso, a Ministra da Administração Interna), fossem a falência das Comunicações da responsabilidade do SIRESP, fossem as corporações dos bombeiros, fossem as autoridades, como a GNR, etc. , uns, porque não colocaram uma equipa de bombeiros à porta de cada cidadão, outros, porque atempadamente não os alertaram do gravíssimo risco, que corriam, incapazes os queixosos de reconhecer, que os primeiros e muitas vezes os únicos culpados eram eles próprios.

Não haverá à vista, imediata, qualquer solução possível para que não se repitam tais catástrofes, enquanto não houver uma consciencialização profunda de que todos, mesmo todos, temos de arrepiar caminhos, corrigir erros, modificar comportamentos e reconhecer na maioria das vezes, humildemente, a nossa profunda ignorância sobre os mais corretos e mais eficazes processos de prevenção e de combate aos incêndios.

A classe política pela sua quase inércia (ou quem sabe, por outros interesses)  é responsável pela continuada inexistência de uma política da floresta, exigente, atualizada, respeitando as nossas espécimes autóctones em vez de apoiar a calamidade do plantio desbragado do eucaliptal, que atinge extensões nunca antes vistas. A cedência aos interesses das indústrias da celulose arruinou a nossa floresta de folhosas e pinheiros, travestindo-a com essa desgraça do eucalipto, pinheirais por eucaliptais.

Qualquer humilde cidadão, residente em áreas florestais, tem a perfeita noção do risco que aquelas árvores trazem em caso de incêndio, pois a sua reconhecida capacidade de projeção à distância de fragmentos da casca a arder, contribui de modo definitivo para uma rápida propagação dos fogos, característica, que não se encontra em pinheiros e muitíssimo menos em sobreiros e medronheiros, como foi o caso do recente incêndio na serra algarvia de Monchique, onde infelizmente a ganância contribuiu largamente para a substituição de uma flora autóctone (sobreiros e medronheiros) pela praga dos eucaliptos.

Quanto a legislação preventiva de incêndios, estamos conversados. Ela existe, como inúmeras outras obras de arte legislativa dos nossos senhores deputados da Assembleia da República (aqueles responsáveis pela defesa dos nossos direitos, recordam-se?), mas que praticamente ninguém respeita, muito menos cumpre, ou até se poderá dizer ninguém faz cumprir.

No corrente ano assistiu-se à penalização dos proprietários incumpridores no que respeita à limpeza das matas, mas espantosamente continua a verificar-se, que o principal dos incumpridores é o próprio Estado, seja através da má gestão das autarquias municipais e de freguesias, seja pela irresponsabilidade direta do Estado em relação à não limpeza da floresta estatal.

Depois, dado que as penas são pouco mais que simbólicas, persistem muitos dos proprietários da floresta privada em não efetuar a respetiva limpeza, pois esta traz-lhes encargos pecuniários bem superiores aos das multas aplicadas.

Desde sempre se conhece a resiliência dos portugueses no cumprimento da legislação, qualquer que seja a sua finalidade, seguros da sua bem conhecida sobranceria, bem própria de um povo de ignorantes e iletrados, rivalizando tantas vezes em competências e conhecimentos com pessoas até com formação universitária.

Não sei se lhe deva chamar “chico-espertice”, ou se deva apelidar de “bronquite“, mas trata-se de um comportamento muito nosso, muito típico do nosso “Zé Povo”.

Estou a passar alguns dias de descanso na zona rural, que foi o meu local de trabalho durante longos anos, tenho conhecimento da total proibição de se efetuar queimadas (mesmo que controladas) neste corrente mês de Agosto. Pois bem, nem por isso deixei de ser testemunha à distância da prática de tal “crime”, assim como do lançamento de fogos de artifício (outra proibição absoluta). Que dizer?

Os Portugueses sempre se revelaram como um Povo rebelde, incapaz de cumprir diretrizes e ordens, muito menos de cumprir leis (é bem conhecida a chico-espertice lusitana no sentido de estudar a Lei não para dela tomar conhecimento e saber como respeita-la, mas sim aprender como dar-lhe a volta para não ter que a cumprir.

E não falemos de deveres, isso é outra questão, sempre sobrelevada pelos seus direitos.

Ainda fumega o restolho dos montes de Monchique, ainda as suas gentes estão em choque e já se iniciou a caça às bruxas por parte, curiosamente, de políticos de memória curta, de partidos com gravíssimas responsabilidades no que concerne à falta de uma bem estruturada política florestal, de políticos altamente responsáveis pela desbragada eucaliptalização da nossa floresta, pelo corte de verbas significativas (só Passos Coelho cortou em sintonia com Assunção Cristas, então ministra da Agricultura, a verba de 20 milhões de euros para a política florestal).

Nunca governo algum fez tanto pela prevenção e combate aos incêndios, que todos os anos grassam pelo país, como o atual. Será, que se poderia fazer mais? Sim, é provável, mas no meu entendimento será significativo, que recordemos que a larguíssima maioria dos incêndios (mais de 90%) têm origem humana, seja criminosa, seja por negligência.

E eu acrescento, outra causa nada displicente, a comprovada ganância lusitana, pouco ou nada preocupada com os outros – recorde-se o dito “primeiro eu, depois ainda eu e os outros que se ….”.

Termino mesmo recordando a uns tantos, que Assunção Cristas a líder de um partido que tanto se preocupa com os “pobrezinhos“, quando Ministra da Agricultura autorizou o livre plantio do eucalipto, defendendo com certeza os interesses da indústria da celulose, que não os interesses da população. Hoje, todos reconhecem o tremendo erro daquela Ex-ministra, mas o silêncio daquele partido é aterrador, preferindo à boa maneira dos políticos portugueses, fingir ouvidos de mercador e muito menos assumir o erro.

É claro, que tal como em Pedrógão Grande, Góis, Castanheira de Pera, aqui em Monchique também todos os prejuízos e indemnizações vão ser pagos com o nosso dinheiro.

Afinal a quem devo pedir responsabilidades?

 

 

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Estou estupefacto

Quando tudo apontava para que Bruno Carvalho, o Ex-presidente do Sporting Clube de Portugal, o único presidente na História já centenária do clube dos Leões, que foi “corrido” do cargo em decisão tomada em Assembleia Geral por uma expressiva maioria de 71% contra 29% dos votos, traduzindo a vontade dos associados do clube, afinal os verdadeiros donos do clube e depois do mesmo ter sido penalizado com a pena de suspensão dos seu direitos de sócio por um período de um ano pela Comissão de Disciplina e Fiscalizadora em consequência da prática de uma série de graves atropelos aos Estatutos do Clube enquanto ainda presidente do Conselho Diretivo, como por exemplo, a criação de uma Comissão Disciplinar e Fiscalizadora dita transitória para substituir a Comissão vigente e nomeada pelo Presidente da Mesa da Assembleia Geral, único órgão social com capacidade estatutária para o fazer.

Para além de Bruno Carvalho ter repetidamente declarado publicamente não reconhecer legitimidade a Jaime Marta Soares, o Presidente da Mesa da Assembleia Geral, o máximo órgão social do clube e igualmente ter declarado não reconhecer legitimidade à Comissão Disciplinar e Fiscalizadora em funções, comissão nomeada por aquele Presidente da Mesa da Assembleia Geral, isto é, ter recusado reconhecer a legitimidade estatutária, em quaisquer circunstâncias, daqueles dois órgãos sociais, Mesa da Assembleia Geral e Comissão Disciplinar, Bruno Carvalho após a sua “expulsão” do cargo de presidente do Conselho Diretivo acabou também publicamente por fazer o seu ato de contrição assumindo os seus erros e prometendo corrigir a sua postura nada afim da pessoa que enverga o cargo de um clube tão grande e merecedor de todo o respeito.

Para espanto de todos, ou pelo menos para estupefação minha, Bruno Carvalho, o arrependido, aquele, que acabou a tomar uma dose de modéstia, aquele, que publicamente engoliu o seu incomensurável ego, interpôs uma providência cautelar nos Tribunais, na Justiça, sobre a suspensão dos seus direitos de sócio, decisão que lhe impedia estatutariamente a condição para se poder recandidatar.

Ou seja, Bruno Carvalho é um dos muitos milhares de associados de uma entidade desportiva de nome Sporting Clube de Portugal, que se rege pelos seus próprios estatutos, estatutos, que foram apreciados, discutidos e votados em eleições livres e democráticas do clube em devido tempo, estatutos reconhecidos e cuja existência foi formalizada e certificada em escritura notarial, estatutos que criam e regem os seus órgãos sociais, Mesa da Assembleia Geral, Conselho Disciplinar e Fiscalizador e Conselho Diretivo.

Entretanto, uma senhora doutora juíza de um tribunal de Lisboa entendeu reconhecer e dar provimento a uma previdência cautelar interposta pelo “arrependido” Bruno Carvalho com a finalidade de suspender a penalidade que lhe fora imposta estatutariamente, permitindo-lhe assim recandidatar-se ao cargo de presidente de onde foi “corrido” por uma maciça e esclarecedora maioria de votos de associados do clube que pretende voltar a presidir.

Para exemplo de grande desfaçatez, não está mesmo mal, pois não?

Não sou jurista, mas tenho uma enorme dificuldade em compreender e aceitar esta decisão de um Tribunal, que entendo ter com ela atropelado a legitimidade de um órgão social de um clube, de uma entidade desportiva, que se deverá sempre reger pelos seus próprios estatutos, único veículo legal para tal finalidade.

Ora no presente caso, quem foi penalizado e suspenso dos seus direitos de associado da agremiação desportiva, Sporting Club de Portugal, foi o seu sócio Bruno Carvalho e não o cidadão Bruno Carvalho.

Perante tal decisão judicial, anulando os efeitos suspensivos de uma penalização à luz dos Estatutos do Clube, questiono a razão de ser da sua existência. Sendo assim, voto para que sejam incinerados em praça pública, afim de se permitir, que quaisquer outros associados deste clube, ou doutro qualquer clube, beneficiem desta douta amnistia.

Bruno, o cavaleiro da triste sina

Os ventos do mau agouro continuam a soprar pelos lados de Alvalade não deixando em paz esta figura da triste sina.

Primeiro, foi o pontapé no fundo das costas, só assim se pode interpretar aquele resultado tão desfavorável, estrondoso mesmo, da chamada Assembleia Geral de destituição do Conselho Directivo presidido por este Bruno, o cavaleiro da triste sina.

Segundo, mais uma vez Bruno faltou à palavra dada após muito recentemente ter feito um acto de contrição, admitindo ter errado, ter tido atitudes e comportamentos impróprios, prometendo passar a ter um comportamento de rapazinho com juízo e eis, que perante a decisão do Comissão Disciplinar e Fiscalizadora vigente nomeada pela Mesa da Assembleia Geral (órgão máximo do clube), decisão em suspendê-lo da qualidade de sócio por um período de 12 meses, Bruno, o cavaleiro da triste sina, faz nova “birra” e pronuncia-se como não aceitando, nem reconhecendo, quer a sua destituição legalizada em assembleia geral de associados do clube, quer a sua suspensão de sócio, que o impede de se candidatar novamente ao poder presidencial.

Ou seja, Bruno, o cavaleiro da triste sina, tenta desesperadamente saltar para o “comboio do poder” de onde foi apeado por indecente e má figura, negando todas as evidências e decisões legais e legitimadas pelos Estatutos do Clube.

Confrontado finalmente com a realidade decide desistir de encabeçar a sua lista de candidatura e nomeia um testa de ferro para o substituir. Ele lá saberá com que linhas se cozerá!

Como um azar nunca vem só, Bruno, o cavaleiro da triste sina, vê a sua última amada dar-lhe com os pés, quer dizer, decide que não está para o aturar e quer o divórcio.

São vidas, não é?

O “bazófias” de Alvalade

O Povo usa dizer, que “no melhor pano cai a nódoa”, aplicando este dito em diversas circunstâncias, como no presente caso do “bazófias” de Alvalade.

Isto é, creio eu, que as famílias tentam, pelo menos a maioria delas, transmitir os melhores valores da Honra, da Verdade, da Justiça, da Solidariedade, ou seja, da Ética aos seus filhos, aos seus descendentes, procurando formata-los para uma convivência social saudável e pacífica, colocando de lado todos aqueles erros, todas aquelas atitudes, que geram facilmente conflitos, sejam de interesses ou de qualquer outro teor.

Isto é, o que em pensava, aquilo em que acreditava, mas o dia a dia da nossa actual sociedade, os comportamentos no mínimo, tantas vezes bizarros e para mim inaceitáveis, levaram-me, embora a contragosto, a admitir, que os meus conceitos educacionais, aqueles, que foram sempre meta a atingir na educação dos meus “rebentos”, estão fossilizados, ou seja, dei comigo transformado num verdadeiro “bota de elástico”. 

Desculpem lá este desabafo com cariz filosófico, mas tudo vem a propósito do “bazófias” de Alvalade.

O “moço” mente descarada e repetidamente, é um autêntico mentiroso compulsivo, a ponto de os seus contactos sociais mais próximos nesta polémica à volta da sua maneira deveras interessante de estar na presidência do clube de Alvalade, o Sporting Clube e Portugal, também já se terem pronunciado sobre esta notória “qualidade” do seu carácter, o respeito pela “palavra honrada“.

Nem Judas esteve para o aturar, obviamente me refiro a Elsa Judas, a sua ex-cúmplice na tentativa (golpada) de criar uma dita Comissão Transitória de Gestão e Fiscalização – figura inexistente nos Estatutos do Clube, na qual Elsa Judas seria a presidente, mas que o “bazófias” de Alvalade entendia poder criar, logo ele, que sempre geriu o Sporting pela máxima do “quero posso e mando”. Ou seja, o comportamento típico do menino mimado, a quem nunca impuseram regras.

Se quisermos ir mais longe, recordarei, que foi desta “massa” com que se fizeram os grandes ditadores (Nero, Hitler, Sadam Hussein, Napoleão Bonaparte e muitos outros) convictos de se tornarem os senhores do Mundo, no caso, o senhor absoluto de Alvalade.

A sua “cegueira mental”, a sua incapacidade de se auto-analisar, de se auto-criticar, é de tal ordem de grandeza, que torna a sua memória recente incapaz de recordar os resultados da sua “expulsão” recente do cargo com que sonhava todas as noites e lhe trazia mordomias notáveis. Ou seja, como se usa dizer, juntava o útil ao agradável.

A sua bazófia (adora ouvir-se a si próprio) apesar de tudo, consegue arrastar atrás de si uns tantos mentecaptos e, ou uns tantos sonhadores infantilóides.

O homem foi punido apenas (que sorte!) com a pena de um ano de suspensão de sócio do clube de Alvalade, logo estatutariamente impossibilitado de se candidatar nas próximas eleições de 08 de Setembro, decisão que diz não acatar e que tal não o impedirá de se candidatar.

Esquece, Bruno Carvalho, pois é desta “esquisita” personagem a que nos referimos, que são exactamente os Estatutos do Clube, com as alterações promovidas por ele e já aprovadas em assembleia geral durante a sua gestão, que lhe impõem esta penalidade, esta sanção.

“Quem com ferro mata, com ferro morre”, quem diria Bruno, que acabaste por arranjar lenha com que te queimaste.

“Ditadura nunca mais”!

Ricardo Robles e a sua demissão

Pressionado de dentro e de fora do partido, o Bloco de Esquerda, o jovem vereador municipal da autarquia lisboeta, Ricardo Robles, acabou por tomar aquela decisão, que até o P,S,D, agora de Rui Rio, mas ainda muito recentemente de Pedro Passos Coelho (lembram-se, sim, esse mesmo, o mentiroso compulsivo) lhe exigia por razões de Ética.

Quem diria, que o P.S.D. se lembrasse dessa coisa esquisita, da Ética, neste caso do jovem Ricardo Robles, logo eles, que sempre se esqueceram dela, quando Cavaco Silva beneficiando de informação privilegiada vendeu as suas acções do BPN com resultados muito interessantes, ou quando negociou a casa da Quinta da Coelha, ou ainda quando Pedro Passos Coelho se esqueceu muito convenientemente de pagar à Segurança Social os devidos encargos pecuniários, ou ainda quando repetidamente o mesmo Pedro prometeu um chorrilho de mentirosas promessas eleitorais, escudando-se depois para justificar o seu não cumprimento, com a sua ignorância sobre o real estado das finanças do país, como se alguém pudesse crer que um candidato a primeiro-ministro se candidatasse sem ter conhecimento da realidade financeira do país.

Nestes, como em inúmeros outros casos, a Ética também andou arredada como coisa caída em desuso, não me recordo de ouvir, ou ler as lamechas dos senhores deputados sociais democratas, agora tão activos e diligentes nos ataques a Ricardo Robles e a Catarina Martins.

Não me recordo, mas compreendo-os muito bem. Há que servir os interesses dos da sua laia, daquela Direita mais preocupada em servir o Capital e os seus interesses do que em preocupar-se com os milhares de inquilinos desalojados a esmo para permitir a continuidade da furiosa especulação imobiliária.

Ontem o Senhor Presidente da República, vetou a proposta do Bloco de Esquerda aprovada em sessão da Assembleia da República com os votos favoráveis do Partido Socialista, Bloco de Esquerda e Partido Comunista Português, proposta de iniciativa do Bloco de Esquerda e que tinha como finalidade primeira defender os inquilinos mais idosos, com mais de 65 anos, e que já residissem nessa habitação há mais de quinze anos.

Entendo eu, e é esta a minha opinião, que os interesses materiais, especulativos, por parte dos proprietários de imóveis não justificam tudo, pois na realidade acabam também por ser vítimas dos grandes grupos imobiliários com enorme poder financeiro.

Na ânsia de realizar aparentes grandes negociatas, muitos dos proprietários de imóveis a necessitar de grandes restaurações, sem que tenham poder financeiro, ou crédito para tal, acabam “engolidos” pela voracidade do mercado, vendendo ao desbarato aquilo, que outros irão valorizar por números inqualificáveis.

Entretanto, estou em desacordo com o veto de sua Ex. cia o Presidente da República, pois parece não considerar direitos adquiridos de há muitos anos, por parte daqueles inquilinos, locatários de longo prazo, muitos deles habitando prédios muito degradados, nos quais acabaram em muitos casos por pagar os próprios custos de reparações indispensáveis e inevitáveis, antes preocupar-se também em alimentar a especulação imobiliária ao não levantar obstáculos ao desalojar dos inquilinos.

Afinal parece, que os lucros escandalosos da especulação imobiliária a favorecer os proprietários “caem bem no estômago” de muita gente das Direitas, e só serão capazes de “causar azia” se alguém reconhecidamente da Esquerda ousar meter a colher no tacho.

É a tal estória da Verdade e da Justiça, mas qual Verdade e qual Justiça, a minha ou a tua?

Com este veto, Marcelo Rebelo de Sousa, o Presidente da República, vai muito provavelmente contribuir para aumentar o número dos sem abrigo, que ele tanto gosta de “mimar”.

Isto de “velejar à bolina”, tem muito que se lhe diga, não é? Pois, é uma arte!

E não é mesmo que tenho razão?

A propósito da polémica, Ricardo Robles/especulação imobiliária, que está na moda e enche páginas dos jornais e tempo de antena das TVs, deverá acrescentar-se e recordar-se muitos outros políticos de Direita e de Esquerda, cujos nomes vão desde Cavaco Silva ao próprio António Costa, também envolvidos em “negociatas” imobiliárias, ou seja, como diz o ditado popular, “quem não tiver telhados de vidro, atire a primeira pedra”.

Assim sendo, porque tais situações sempre foram e continuam sendo muitíssimo frequentes, sejam de especulação imobiliária, sejam de qualquer outro tipo de obtenção de dividendos e mordomias por métodos pouco, ou mesmo nada éticos, não entendo toda esta polémica levada ao ponto pelo P.S.D. de exigir a demissão do vereador do Bloco de Esquerda, Ricardo Robles, justificando o seu pedido pela aparente falta de ética daquele vereador da autarquia municipal de Lisboa.

E digo aparente, porque se é certo, que o prédio em questão, o objecto da polémica, esteve à venda numa agência imobiliária por um valor avaliado em 5,7 milhões de euros, também é certo, que Ricardo Robles e sua irmã, co-proprietária, já decidiram não o vender, deixando de aproveitar a tal especulação, que no caso a que me refiro parece ser considerada de “má especulação” versus a “boa especulação” de outras gentes, de outras ideologias políticas, antes decidiram transformá-lo em propriedade horizontal destinado ao mercado de arrendamento.

Estou certo, que os inúmeros críticos da tentativa de “má especulação” de Ricardo Robles, perante esta sua resolução, a colocação no mercado de arrendamento, logo descobrirão a “malandrice” daquele vereador do B.E., considerando-a também como uma outra manobra merecedora de ser rotulada como falta de Ética.

É que, quando se é “ceguinho”, quando a “miopia política” os ataca, leva invariavelmente à cegueira sem hipótese de recuperação, impedindo mesmo, que a eventual existência de massa cinzenta, lhes permita deixar de lado o seu crónico facciosismo.

Bastará, que paremos para pensar numa coisa tão básica como o facto de desde sempre se saber, que quem “faz a cabeça” à opinião pública são os mass-média (jornais, canais de TV, rádios, etc.), certíssimo, que estou da sua propriedade estar na mão do capital, daí que afinal não me deva escandalizar com esta despudorada campanha contra Ricardo Robles e o Bloco de Esquerda.

Depois resta-nos a certeza de que a maledicência é uma “qualidade” humana muito lusitana, que o diga o nosso maior poeta, Luís Vaz de Camões, recordando o modo como os invejosos cortesãos da época o trataram, quando no seu leito de morte, declarou “morro de mal com El-Rei por amor aos homens e de mal com os homens por amor a El-Rei”.

Mudam-se os tempos, mudam-se as políticas, mas aquela asquerosa espécime dos “sabujos” sobrevive a tudo e prolifera cada vez mais no “mar” dos inúteis e subservientes.

Para completar o ramalhete dos ataques despropositados, ou antes serviçais, de uma imprensa aduladora das Direitas, publicou-se hoje mais uma falsidade, a notícia de que Ricardo Robles é proprietário de um apartamento “virtual”, porque inexistente.

Tenham decoro senhores jornalistas, se é que ainda guardam nas vossas memórias o significado de tal vocábulo, embora seguro, que estou de se tratar de algo infelizmente muito em desuso.

A vida está difícil e há que fazer por ela, não é?

A boa e a má especulação imobiliária

Então não dá para ver que se trata de uma e a mesma coisa? Ou será que não?

Hoje surgiu em grande, com foros de grande escândalo, muito especialmente num determinado canal de televisão, que serve determinada linha ideológica, revelando-se autenticamente como “A voz do dono”, uma enorme polémica pelo facto de um vereador da autarquia lisboeta, concretamente o vereador eleito pelo Bloco de Esquerda, Ricardo Robles, depois ter adquirido em Lisboa, em sociedade com uma sua irmã, um imóvel muito degradado propriedade da Segurança Social habitado apenas por um casal de idosos.

Ora, a polémica, que mais se parece com um coro de “virgens ofendidas”, resultou do facto daquele vereador na sua actividade política se ter revelado sempre um acérrimo crítico da feroz especulação imobiliária em Lisboa desencadeada pela enorme procura turística da capital portuguesa.

Acusam os críticos, políticos e jornalistas, ao serviço da ideologia do tal canal, que Ricardo Robles, o vereador do Bloco de Esquerda, após ter realizado obras de restauração do dito imóvel comprado por 340 mil euros, obras avaliadas em cerca de 700 mil euros, ter colocado a sua (e da irmã) propriedade à venda numa empresa imobiliária, que a avaliou para efeitos comerciais em cerca de 5,7 milhões de euros.

Consideram assim, que Ricardo Robles, diz uma coisa e pratica outra, acusando-o de falta de Ética.

Escalpelizando o problema, o caso, e não deixando de revelar um pequeno grande pormenor, que entendo como muito pertinente. Dá-se o caso de Ricardo Robles, após a restauração do imóvel ter realizado um contrato de 8 (oito) anos com uma renda mensal de 170 euros com os únicos inquilinos, que ainda permaneciam no prédio degradado, um casal de idosos, garantindo-lhes assim o direito à habitação, agora em condições de dignidade.

Como qualquer cidadão, Ricardo Robles mantém os seus direitos e entendeu colocar o seu, e da sua irmã, imóvel à venda. Tal decisão deveu-se essencialmente ao facto de sua irmã (a co-proprietária) a viver no estrangeiro, já não regressar a Portugal como estava previsto com a finalidade de explorar aquele imóvel para alojamento local com enorme procura turística.

Assim, Ricardo Robles e a irmã optaram pela venda do imóvel, mas respeitando e protegendo o casal de idosos como inquilinos através de um contrato de arrendamento de longa duração.

Se formos mais papistas que o Papa, diremos que Ricardo Robles não respeitou a sua palavra, o seu ponto de vista político, a sua posição contra a desenfreada especulação imobiliária. Talvez os seus críticos vislumbrem algo de errado, eticamente falando, na sua decisão de colocar à venda o seu imóvel restaurado e dai retirar um enorme lucro,  mas que dizer dos mais de 4.500 processos dos despejados e expulsos de muitas outras habitações lisboetas por decisão dos seus senhorios, que apenas se preocuparam com o lucro fácil da especulação imobiliária.

Então nestes inúmeros casos a Ética já não passa de uma treta?

Como titulei, parece que há “boa e má especulação imobiliária”, dependendo especialmente a sua qualificação da cor ideológica dos mass-média, que não entendem estes milhares de casos de inquilinos despejados pelos interesse materiais como muito mais significativos do que o caso de Ricardo Robles, o vereador municipal do Bloco de Esquerda na autarquia lisboeta, e como tal, não lhes atribuindo a importância e o tempo de antena dedicado a esta polémica criada e alimentada por um partido, que nas últimas eleições autárquicas municipais em Lisboa, “levou um banho” do próprio Bloco de Esquerda.

Tenham vergonha, deixem de lado a subserviência e aprendam a saber o que é imparcialidade, o direito à informação isenta e idónea.

Ricardo Robles é um “anjinho” no meio desses muitos, que parasitam a vida política.

Bruno e Centeno, irmãos gémeos

Bruno Carvalho, o único presidente destituído na História Centenária do Sporting Clube de Portugal apresenta singularidades tais, que mais faz lembrar tratar-se de um irmão gémeo de Mário Centeno, o ainda Ministro das Finanças do Governo Socialista de António Costa e agora também Presidente do Euro Grupo.

Um e outro consideram-se sem rodeios imprescindíveis e insubstituíveis nos cargos, que então o primeiro ocupava a ponto de declarar já ter rejeitado inúmeras ofertas de emprego dado que a sua única preocupação é regressar ao cargo de onde foi destituído em Assembleia Geral por um expressivo resultado de 71% de votos favoráveis à sua destituição e o segundo a manter-se com o apoio de uma Direita mais preocupada no seu papel de oposição atenta, mas verdadeiramente não interessada em tomar conta da nau, que continua a ameaçar naufrágio apesar de toda uma política de gravosa austeridade escondida e incapaz de travar a evolução negativa da dívida pública.

No País grassam as greves, dos professores, dos enfermeiros, dos funcionários dos transportes ferroviários e não só, numa constante agitação social para a qual o Governo Socialista de António Costa não encontra, ou melhor não quer dar solução, antes pretende usar essa agitação social como razão bastante para justificar o actual rumo da mais estrita política europeísta do actual Presidente do Euro Grupo, Mário Centeno, esquecido dos tempos em que a sua postura no Euro Grupo se revelava contrária à continuidade de políticas de tão gravosa austeridade impeditivas de um relançamento da economia.

Para um Ministro das Finanças, que outrora apostava no crescimento da Economia pelo aumento do consumo interno, não aceitar e até rejeitar a argumentação dos professores, que se limitam a exigir o justo ressarcimento dos seu trabalho de 9 anos e tal de trabalho não pago, porque os escalões a que têm direito nas suas carreiras estão desde então congelados e como tal os respectivos vencimentos desactualizados, não me parece nada curial a posição de Mário Centeno, coadjuvada por António Costa, muito em especial por uma argumentação falaciosa, que se diria não ser própria daquele, que antes de se tornar Presidente do Euro Grupo sentia mais as “dores” dos seus concidadãos.

Mário Centeno, acabou “domesticado” e tornou-se presa fácil de um grupo de ministros das finanças representantes na sua maioria de governos apoiantes da política expansionista de Merkel, segura de que com seu poderio financeiro poder continuar a impor a hegemonia alemã aos europeus – sem tiros, sem armas – mas agora com a força do dinheiro.

Nem as palavras profetizadoras do antigo ministro das finanças grego, Ianis Varoufakis, quando da eleição de Mário Centeno para o Euro Grupo, declarando, que Centeno seria “utilizado e manobrado” para satisfazer os interesses das grandes economias europeias, impediram, que Mário Centeno caísse na armadilha, reformatada, do “bom aluno” levado, quem saberá, talvez também pelo seu enorme ego à semelhança de Bruno Carvalho, insistindo em recandidatar-se à Presidência do Sporting.

É que não colhe como explicação aparentemente aceitável a de Mário Centeno, em recusar liminarmente as legítimas pretensões dos professores com o argumento de que não há dinheiro para as satisfazer, quando na banca privada (BPN, Banif e BES) e no banco público a Caixa Geral de Depósitos são injectados muitos milhões de euros, do dinheiro de todos nós contribuintes, para resolver situações de má gestão, de má administração, de enormes perdas por créditos malparados, sem que se vejam procedimentos no sentido de responsabilizar todos os envolvidos nestas gravosas “manobras”.

Como sempre o “Zé Pagode” paga e não bufa, ou só bufa depois de pagar até ao dia em que o cântaro vá à fonte e lá fique a asa.

O milagre das rosas, quer dizer… dos euros

Recordam-se certamente da lenda à volta da figura da Rainha Santa Isabel, esposa do nosso Rei Dom Dinis, senhora muito caritativa e solidária para com os seus súbditos mais carenciados, distribuindo esmolas às escondidas do seu marido, que vivamente a reprovava por isso, até que um dia, acabou surpreendida por Dom Dinis, que a interpelou “Senhora que escondeis no vosso regaço?”, ao que ela  retorquiu “são rosas, rosas brancas, meu Senhor” e exibindo o regaço assim se deu o milagre, as suas esmolas foram miraculosamente transformadas em rosas e a fúria de Dom Dinis apaziguada.

Recordei este episódio/lenda da nossa História Pátria, porque nos bastidores da SAD do Sporting também se operou semelhante milagre, não a transformação das dádivas em rosas, mas em euros (dez mil euros) a crer na sua descrição de um incidente acontecido no gabinete do Dr. Carlos Vieira na SAD do Sporting, então ainda braço direito de Bruno Carvalho, e agora seu concorrente por também lhe ter virado as costas e se ter apresentado como candidato ao cargo de Presidente do Clube.

“Bruno Carvalho deu conhecimento público pelas redes sociais, que no último dia em que entrou na SAD do Sporting, estando nesse momento no gabinete do Dr. Carlos Vieira, a sua agora acérrima “inimiga” Elsa Judas, a tal jurista, que aceitou o convite de Bruno Carvalho para presidir a um órgão ilegal e anti-estatutário, uma dita Comissão Transitória Disciplinar e Fiscal, entrou disparada naquele gabinete aos berros, não se tendo apercebido de imediato da presença do seu ex-amado líder, dirigindo-se no momento ao ex-braço direito Dr. Carlos Vieira, falando num “negócio de euros, os tais dez mil euros, mais umas promessas de lugares universitários, etc.”. Acabando por se aperceber da presença de Bruno, na altura ainda Presidente, de imediato adaptou o seu comportamento discursivo a circunstâncias mais apropriadas de modo a ser “correctamente” interpretada.

Porém, nas redes sociais, quanto a este episódio narrado pelo próprio Bruno, depreende-se, que este terá ficado com “a pulga atrás da orelha” nesta estória dos euros.

Quase de imediato, em reacção à publicação de Bruno nas redes sociais, a jurista Elsa Judas, vem explicar-se quanto ao que todos percebemos não ter explicação, “o seu desvelado e desinteressado amor ao Sporting”, justificando, que só um mau estado de saúde física e mental do seu amado ex-líder poderia te-lo levado a tal explicação, misturando euros com o acrisolado amor, que ambos manifestamente dedicam ao seu Sporting.

Quem diria?!

Na minha terra, usa-se nestas ocasiões, um dito popular “zangam-se as comadres descobrem-se as verdades”, nada que me possa admirar tantas são as cãs, que já (ainda) revestem a minha cabeça.

De “peixeirada” em “peixeirada”, assim iria o meu Sporting se gente desta estirpe continuasse com as mãos na massa, perdão, na roda do leme.

“Mais vale tarde do que nunca”

Já repararam com toda a certeza, que sou um fã dos ditos populares, por isso mesmo decidi hoje titular este meu poste com mais um desses ditos.

Escrevo-o a propósito das últimas declarações da jurista doutora Elsa Tiago Judas quanto ao estado de saúde emocional e psíquico do seu ex-líder Bruno Carvalho, líder por quem ela sempre reconheceu ter uma grande simpatia e a quem também reconheceu um enormíssimo mérito no que concerne ao projecto, que aquele ex-líder tentou implementar no Sporting Clube de Portugal.

Deveria ter ido mais longe a doutora Elsa Judas na análise, que faz sobre a personagem Bruno Carvalho, análise/diagnóstico, que afinal não passa de um mero ato de contrição da sua parte, por se ter envolvido em “aventuras” mais dignas de cachopos do que de gente graúda.

Recordo à doutora Elsa Judas, que quer como sócia do Sporting (não se deve esquecer dos seus deveres, como respeitar os Estatutos do Clube), quer como jurista lhe falta explicar a sua anuência ao convite do tal ex-líder, que já então a todos nós nos parecera algo destrambelhado, para só então agora, julgo, que num rebate de … consciência, ou será de oportunismo, vir a público anunciar duas coisas aparentemente antagónicas.

A primeira, declarar estar ao lado do candidato Dr. Carlos Vieira (ex-braço direito de Bruno Carvalho no Conselho Directivo) apoiando o seu projecto, que entendo como o da continuidade de Bruno Carvalho, logo, errado. A decisão maioritária (72%) dos sócios em Assembleia Geral, foi suficientemente elucidativa para com aqueles, que tal como as avestruzes meteram a cabeça na areia, ou se fizeram de surdos- mudos e nada disseram enquanto “cortesãos do monarca absoluto” Bruno Carvalho.

A segunda, declarar, ou melhor opinar, sobre o estado de “esgotamento físico e psíquico” daquele, que até à sua destituição compulsiva pela Assembleia Geral dos sócios do Sporting, merecera até então da sua parte o reconhecimento do maior e ímpar líder, que algum dia o Sporting conhecera na sua centenária História.

Esta cambalhota, porque se trata de uma vulgar e muito conhecida arte de tentar dar o dito pelo não dito, coisa comezinha na vivência dos portugueses, useiros e vezeiros desta habilidade social, não pode passar em claro demais a mais declarada por quem muito a propósito abandona o barco tal como os ratos num naufrágio.

Não cuidem, que escrevo tais “acusações” a Elsa Judas por solidariedade com Bruno Carvalho, muito longe disso, pois nunca gastaria a minha cera com tão fraco defunto. Não de modo algum, acontece, que penso ser exigível mesmo entre gentes, que não me merecem consideração, nem solidariedade, que lhes reste uns pingos de dignidade e de camaradagem.

Fico-me por aqui, pois a venda dos “penachos, ou será das máscaras” por hoje está encerrada.

 

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