Simplesmente vergonhoso

Assunção Cristas, a atual líder do C.D.S./P.P., representado na Assembleia da República por um diminuto número deputados (apenas o 5º partido), pois os eleitores portugueses já há muito deixaram de crer na ideologia de um C.D.S./P.P., partido, que se assume de uma Direita travestida de Democracia Cristã, para lograr mais facilmente os ainda ingénuos e impreparados eleitores, crentes, que aquela coisa de Democracia Cristã terá alguma coisa a ver com a filosofia de vida, que Cristo pregou e praticou neste Mundo.

Não fora a manipulação das mentes dos mais simples pelos “profissionais” de uma Igreja Católica, que se afastou imenso do caminho do Papa Francisco, crítica tantas vezes da sua postura como Chefe da Igreja, como defensor da Verdade e da Justiça Social, e se esclarecidos esses eleitores no sentido de percecionarem quanto de falso esconde a sigla do C.D.S./P.P. , a representação parlamentar do partido de Paulo Portas (o tal da decisões irrevogáveis, das linhas vermelhas, etc..),  agora liderado por uma “Maria Papoila”, que ainda não aceitou, não interiorizou a razão principal dos “bons resultados” eleitorais do seu C.D.S./P.P., nas últimas eleições autárquicas.

Assunção Cristas deveria saber, que bater em “mortos”, para além de ser macabro, é igualmente muitíssimo enganoso e “padeira de Aljubarrota” (a ter existido) só houve uma e mais nenhuma.

Coragem não é a mesma coisa, que inteligência política, e Assunção Cristas cometeu uma enorme gafe ao decidir que o seu diminuto grupo parlamentar (assim como um grupinho de obedientes escoteiros mirins) apresentasse na Assembleia da República uma moção de censura ao governo de António Costa.

Garantida, que estava a reprovação dessa intempestiva moção de censura (só ultrapassada pelo destemperado anúncio dos suicídios em Pedrógão Grande, da autoria do “finado” líder do P.S.D., Pedro Passos Coelho) pela maioria de Esquerda – a tal “geringonça” – que apoia o governo de António Costa, Assunção Cristas na ânsia de mostrar serviço como líder de um partido irrelevante para a contabilidade da Oposição, acabou por dar a oportunidade a António Costa para uma saída em grande, fazendo lembrar as múltiplas chamadas ao palco numa qualquer opereta de escárnio e maldizer.

Cuida-te Assunção Cristas, homens de decisões irrevogáveis tal como a Padeira de Aljubarrota, só há um e mais nenhum.

E depois, a memória dos tempos pregou-te uma enorme traição, denunciando rápido o teu modo de fazer história, deturpando os factos para se encaixarem nas tuas conveniências.

Hoje, perante as câmaras da TV anunciaste de modo ufano, que quando Ministra da Agricultura com responsabilidades na gestão das florestas, tudo correu às mil maravilhas, aplicaste a política certa para os reais problemas da floresta portuguesa. E qual foi ela?

Foi simples. Enquanto responsável governamental pela política florestal entre 2011 e 2015, governo de coligação com o P.S.D. de Passos Coelho, reduziste as verbas para a defesa da floresta em praticamente 26%, “despachaste” os guardas-florestais e os sapadores florestais, enfim, talvez distraída não deu para reparares também na crescente mancha de eucaliptal, surgindo por todo o Portugal numa compita feroz com as espécies autóctones, tal como se de uma espécie invasora se tratasse.

E quanto à aplicação de medidas de prevenção contra incêndios florestais? E quanto a políticas de reestruturação da floresta? E afinal que medidas tomaste em relação ao tão badalado SIRESP? Também acreditasse na sua eficiência? E quantas questões mais se poderiam levantar? Muitíssimas.

“Quem tem telhados de vidro não deve atirar pedras aos telhados dos outros“, político, que seja.

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Sócrates, os comparsas e cadê os outros

Finalmente, depois de uma longa gestação (leia-se investigação) a Promotoria da República Portuguesa “deu à luz” a acusação a Sócrates e aos seus vários comparsas, entre eles, respeitáveis banqueiros, empresários e políticos, investigados na chamada “Operação Marquês“.

Hoje, o tema mais badalado da Comunicação Social nas suas mais variadas formas, escrita e áudio visual, como não podia deixa de ser, foi o anúncio público pela Justiça da lista de crimes atribuídos a Sócrates e seus comparsas, crimes, que vão desde a corrupção ativa e passiva, passando pelo branqueamento de capitais, até à falsificação de documentos.

Na “ementa” há-os para todos os gostos de modo a saciar a habitual e mórbida curiosidade da sociedade lusitana, curiosamente sempre disposta a julgar e a condenar de imediato em praça pública, qualquer cidadão, seja pelos motivos mais fúteis, ou por fortes indícios de crimes graves.

Com 16 individualidades como arguidos singulares e 9 empresas como arguidos coletivos, com centenas de testemunhas e milhares de páginas do processo, será extremamente longa a maratona, que os acusadores e os defensores terão de realizar para finalmente se proferir as doutas sentenças.

Quer dizer, lá para as calendas gregas se achará o remate final desta teia de incumpridores da Lei.

Entretanto, eu questiono, cadê os outros?

Sim, os muitos outros, cujos processos de investigação acabam por prescrever, depois do uso dum sem número de “artifícios” legais, ou dos muitos apanhados nas malhas da Lei, mas que dela se escapam com aquela “figura” da pena suspensa.

Como temos, muitos de nós, a desfaçatez de defender, que figuras públicas e políticas com antecedentes gravosos desde o abuso de poder ao peculato, desde o abuso de confiança à falsificação de documentos, desde a corrupção passiva ao tráfico de influências, possam ocupar lugares públicos e gerir dinheiros dos contribuintes?

Há que simplificar a legislação, o funcionamento da Justiça terá que ser muito mais célere, os tribunais modernizados, os serviços de investigação dotados de meios tecnológicos mais avançados.

É mais que tempo de nos demonstrarem, que efetivamente a Justiça é cega, imparcial, justa, que aos seus olhos todos os cidadãos têm os mesmos direitos e deveres.

E para começar, porque não chamar à cena os Panama Papers, os “clientes” dos off-shores, todos os responsáveis pelas falências bancárias em Portugal, os responsáveis pela falência do B.E.S., que arruinou e espoliou dos seus pecúlios muitos dos que nele confiaram?

Parece, não, tenho a certeza, que neste Portugal de Abril, há na Justiça dois pesos e duas medidas conforme se trate de ricos e poderosos, ou de pobres e remediados cidadãos.

Herança pesada, amarga, e os esqueletos laranjas

Finalmente o P.S.D. viu-se livre de um líder, que não deixa saudades, cuja liderança mais contribuiu para a pesadíssima derrota nas últimas eleições autárquicas, muito em consequência de uma profunda deriva ideológica, preferindo travestir-se de partido de uma Direita saudosa dos tiques ditatoriais salazaristas.

No discurso, na retórica, inúmeras vezes Passos Coelho reafirmava a sua convicção na vitória eleitoral, talvez convencido, que a memória dos portugueses fosse tão curta quanto a dele, crendo, que lhe teríamos perdoado de ânimo leve a sua leviandade ideológica levada por vezes ao extremo, quando nos afrontou de cima do poleiro do Poder, alcançado numa campanha eleitoral prenhe de chorrilhos de mentiras e falsas promessas, apadrinhado então por um ex residente de triste memória de Belém, que outrora fizera juras de fidelidade ao regime ditatorial de Salazar.

E a “troika” serviu excelentemente Passos Coelho e os interesses dos seus apaniguados, fossem eles banqueiros, grandes empresários, etc., com a esfarrapada desculpa de que estávamos à beira de uma crise financeira de tal modo grande, que o país teria já só dinheiro para a sua gestão trimestral, esquecendo-se Passos Coelho e a sua corte de esclarecer os portugueses qual a verdadeira origem dessa crise.

Não, não foram os milhões, que dizem ter ido parar aos bolsos de um ex primeiro ministro socialista, não, não foi apenas a descuidada gestão desse ex-primeiro ministro, pois a obra vê-se, como diz o nosso bom Povo, ela está aí nos muitíssimos quilómetros de uma moderna rede viária de autoestradas, que só são criticadas porque se paga portagens (se grátis a obra seria considerada “bestial”).

Foi a ignorância, foi a premeditada não discussão da crise dos sub prime nos U.S.A., a falência do maior banco norte-americano, o Leman Brothers e de toda uma série de bancos  e companhias de seguros de menores dimensões, que provocaram um fortíssimo abalo na rede bancária de todos os países (quase levados à falência como a Irlanda, a Grécia e Portugal entre muitos outros), destroçando a economia e as finanças, rede bancária em agonia, que teve de ser “ressuscitada” com os impostos dos contribuintes de todos esses países de economia apoiada pela banca.

Curioso, que em Portugal, os responsáveis máximos desde o “inquilino” do Palácio de Belém até ao líder do P.S.D. de Passos Coelho e ainda ao Governador do Banco de Portugal, todos tinham conhecimento das consequências da famosa bolha imobiliária norte-americana e da crise dos sub prime com a falência do Leman Brothers, todos sabiam desde sempre, que quando o Mundo, e principalmente o sistema bancário entra em crise grave de liquidez, como aconteceu então, não há economia que resista, muito menos uma tão frágil como a portuguesa.

Mas a culpa era do Sócrates, já se vê!

Cavaco Silva nunca conseguiu disfarçar o seu incómodo por Portugal ter um governo de Esquerda, um governo socialista, e demonstrou-o de modo indisfarçável na constante “guerrilha institucional” com Sócrates, guerrilha transformada em “lua de mel” com Passos Coelho.

De cada vez, que o governo de Passos Coelho anunciava aumento de impostos, congelamento de carreiras, cortes nas pensões dos reformados, etc, isto é, aplicava a tal gravosa austeridade da sua predileção, Cavaco Silva, o nada saudoso Presidente da República, o padrinho político de Passos Coelho, aquele, que exigiu a António Costa uma maioria parlamentar estável para o indigitar a formar governo, esse “esqueleto laranja” tentou com o seu reaparecimento sob as luzes da ribalta na Universidade de Verão do P.S.D. dar um pouco mais de ânimo, de “genica” ao então mais do que anunciado derrotado líder laranja Passos Coelho nas autárquicas.

Estou certo, depois da estrondosa derrota do seu pupilo Pedro às mãos do partido de António Costa e da sua “geringonça“, que até o sorriso das vacas da Graciosa já não lhe anima o espírito.

Ou como diria o nosso Povo, “cá se fazem, cá se pagam“.

É esta com toda a certeza uma época muito dolorosa, quer para Cavaco Silva, quer para Pedo Passos Coelho, um e outro irmanados pela dolorosa derrota imposta a um P.S.D. , que ambos lideraram, desviado do rumo, que Sá Carneiro traçou, a verdadeira social-democracia, aquela, que também se preocupa com o social, aquela que não se limita a considerar os portugueses como meros números estatísticos, aquela que não se revê em conceitos meramente ultraliberais, cuja bandeira tem no seu seio apenas a alta finança, os donos disto tudo.

Aqui chegados, recordo o queixume vindo então de Belém. “A minha pensão não me chega, é curta para as minhas necessidades”. 

Para além de ridícula a queixa, extremamente ofensiva para quem como eu trabalhei noites e dias, tantas vezes por uns parcos euros, com a agravante de muitas dessas horas, o Estado, minha entidade patronal, não reconhecer todos os meus legítimos direitos.

E não é que foi uma muito conhecida filiada do P.S.D., elevada então à categoria de Ministra da Saúde, que decidiu colocar profissionais do mesmo ofício a desempenhar as mesmas funções com os mesmos horários, mas a ser retribuídos apenas em 66% pela simples circunstância de praticar também a sua profissão no mundo dos privados, para além, já se vê, do horário oficial. Argumentava a então responsável pela pasta da Saúde, que aqueles profissionais com redução de vencimento em 33%, mas que eram obrigados às mesmas horas de exercício da profissão, teriam depois no seus locais privados de trabalho a possibilidade de angariar essa diferença.

Resumindo, nada mais que uma boa sugestão para pagar menos, ter os mesmos serviços e fomentar a corrupção para além de garantir, que os cofres do Estado no futuro não teriam que arcar com pensões maiores.

Isto sim, é política laranja!

A arruaça na família encarnada

Até onde irá chegar este Benfica de Luís Filipe Vieira? Depois de estar sob os holofotes dos mass-média no que concerne a uma situação muito polémica, a estória dos muitos mails, situação, obviamente a merecer esclarecimento pelo Ministério Público, já que indicia crimes de corrupção, dá-se agora em plena Assembleia Geral do Benfica para apresentação de contas, um gravíssimo incidente, uma verdadeira arruaça.

O Vice Presidente e o Secretário da Mesa da Assembleia Geral, pura e simplesmente foram agredidos, como se esse fosse o modo mais indicado de discutir e defender opiniões divergentes, pontos de vista diferentes, estratégias não sobreponíveis.

Imagine-se a cena, voaram cadeiras, trocaram-se insultos, rebentaram petardos (não será difícil adivinhar a autoria dessas ações), pois um dos tais grupos organizados de adeptos, como os designa Luís Filipe Vieira, em vez de os apelidar com o seu nome de “batismo”, claques cuja existência é reconhecida pelas próprias autoridades europeias do futebol e são facilmente reconhecidas pelas suas tarjas e cânticos em todos os estádios onde se desloca o Benfica.

Para cereja no cimo do bolo, para rematar esta batalha campal, Luís Filipe Vieira dirigiu-se às massas presentes na assembleia e respondendo a quem o acusou de permitir que o empresário Jorge Mendes fosse “dono” dos passes de alguns jogadores do plantel principal, usou de uma linguagem baixa a roçar a sarjeta, diga-se aliás, de acordo com o clima de verdadeira arruaça vivido naquela assembleia geral.

Para que conste e apesar destes incidentes, a votação foi favorável a Luís Filipe Vieira, embora por números, à priori, impensáveis. A oposição obteve pela primeira vez em muitos anos uma percentagem de votos contra a rondar os 30%.

E mais não digo.

Será só descrença?

As coisas lá pelo lado de lá da 2ª circular de Lisboa, concretamente pelas bandas da Luz, a terra da águia depenada pelo Basileia, a frio, e sem contemplações pelo “tetra” campeão português, indiciam, que anda no ar muito receio, direi mesmo muito medo, que a política de bastidores do S.L.B. (Sport Lisboa e Benfica) venha à luz do dia e se esclareçam definitivamente fenómenos um tanto obscuros, como aquela já longa estória dos mails sem paternidade, ou a determinada negação da existência de claques do Benfica (claques não legalizadas e a admiti-las como tal, o Benfica seria punido fortemente no âmbito desportivo), ou a discutível política de contratações de Luís Filipe Vieira no último defeso.

A propósito da negação da existência de claques do Benfica, recordo as duas mortes (homicídios) de dois adeptos do Sporting Clube de Portugal, um deles transmitido praticamente em direto pelo canal de televisão, RTP1, quando de uma final da Taça de Portugal disputada entre Leões e Águias, no Estádio Nacional do Jamor.

O outro homicídio sucedeu nas imediações do Estádio de Alvalade, à noite, quando foi intencionalmente atropelado um adepto dos Leões por uma viatura automóvel conduzida por um adepto do Benfica.

Numa e noutra das situações, a imprensa desportiva e generalista foi consensual ao atribuir a autoria de tais “homicídios” a elementos da claque benfiquista “No Name Boys”,  a tal que Luís filipe Vieira nega tratar-se de claque benfiquista ilegalizada, antes por ele designada, como grupos organizados de adeptos, designação de quem é superiormente inteligente, apesar da evidência dos factos o desmentir.

Em relação à existência dos mails parece estar ultrapassada essa questão, eles existem mesmo, sendo o próprio Benfica ao ameaçar processar aquele (s), que garantem a sua origem e existência, numa iniciativa, que só pode ser interpretada como uma tentativa para silenciar o (os) denunciante (s).

Para credibilizar essa(s) denúncia(s) e se perceber o ambiente dos bastidores do S.L.B., a revista “Sábado” no seu último número, publica a decisão de um senhor juiz magistrado no sentido de proibir a investigação pela Polícia Judiciária às instalações do Benfica, bem como a Pedro Guerra (comentador desportivo com o pin encarnado na lapela), ao Dr. Paulo Gonçalves, assessor jurídico do clube, e para “cereja no topo do bolo”, a Luís Filipe Vieira, o presidente do clube.

Quem diria?!

Ora, esta decisão é no mínimo completamente descabida, quer porque se trata de obstaculizar os serviços de investigação da Polícia Judiciária e nada, nem ninguém, deverá estar acima da Lei. Além de que, “quem não deve não teme“, e os resultados dessa investigação a serem negativos, apenas e só, retirariam a(s) esta(s) denúncias toda a credibilidade e garantiriam perante os muitíssimos milhões de amantes do Futebol, que tudo se desenrola em termos límpidos e transparentes, na casa de quem quer com toda a certeza ver o seu nome fora de quaisquer suspeitas.

E aqui, nestas questões de transparência, de limpidez de processos, é que “a porca torce o rabo”. 

E agora Rui Vitória?

Rui Vitória, o treinador do S.L.B. (Sport Lisboa e Benfica) tem justificado tudo quanto de mau tem acontecido ao clube nos últimos tempos, ou seja, desde o início da época futebolística 2017/2018, por isto e mais aquilo.

Desde a falta de sorte até à pontaria errada dos goleadores, desde as arbitragens com prejuízo do Benfica, julgo que será, até à existência do vídeo-árbitro.

Agora depois da estrondosa goleada sofrida em terras helvéticas perante um adversário que compete num dos campeonatos menores da Europa, bem inferior à 1ª Liga Portuguesa, talvez tenha chegado a hora de Rui Vitória beber um trago de modéstia e reconhecer, que os êxitos alcançados por si no Benfica, resultaram de dois fatores que sobrepostos atribuíram uma enorme mais valia ao clube de que diz ser um “treinador vitorioso”.

O primeiro fator resultou de lhe ter sido possível herdar uma equipa trabalhada por Jorge Jesus, o atual treinador do Sporting Clube de Portugal, manifestamente considerado por todos, atualmente como o melhor treinador português de futebol.

Herdou toda uma estrutura montada por aquele técnico, herdou inclusive o seu computador de trabalho com todas as notas e observações realizadas por Jorge Jesus ao longo das várias épocas ao serviço do Benfica, pois a entidade patronal S.L.B. não lhe  reconheceu o direito à sua posse (mesmo tratando-se de um computador com registos, notas e observações pessoais ainda que ao serviço daquele clube), talvez por entender a entidade patronal, que seria parte integrante do mobiliário da casa.

Vingança mesquinha por parte do S.L.B., mas da qual viria muito provavelmente a beneficiar o treinador sucessor de Jorge Jesus.

Claro, que ainda não falei no segundo, e não menos importante fator, aliás tantas vezes decisivo para se alcançar o êxito nestas questões de um desporto (profissional), que envolve milhões e milhões de euros.

Não seria despiciente falar da influência, que em qualquer desporto, tem a qualidade do trabalho da arbitragem, polémica tantas vezes, com notória influência nos resultados finais dos campeonatos. Afinal, os juízes da arbitragem são apenas e só, homens como quaisquer outros, com virtudes e defeitos, incapazes de fugir à sua natureza humana,

Claro, que há erros e erros, os que não levantam dúvidas e os outros, especialmente, quando se repetem sempre para o mesmo lado, com o benefício deste, ou daquele clube.

Depois devo recordar quem lutou contra tudo e contra todos para implementar no Futebol Português, aquela estória mal amada do vídeo-árbitro (tecnologia que ajuda a esclarecer dúvidas dos senhores juízes de arbitragem). Nada mais, nem nada menos, que o Sporting Clube de Portugal, o clube onde trabalha agora como treinador o tal Jorge Jesus, o homem que deixou a “papinha” feita a Rui Vitória.

E curiosamente, o clube tetracampeão nunca se manifestou abertamente pela imposição do vídeo-árbitro, antes pelo contrário. Porquê?

Talvez com a polémica criada pelas estórias contadas em inúmeros mails do, e para o Benfica, onde se fala de “missas e padres” ao serviço do clube de Rui Vitória, mails que uns dizem não existir, outros reafirmam a sua existência, até a sua origem, etc.,etc.,… se acabe por perceber, porque razão o clube de Rui Vitória, o S.L.B. não vive melhores dias.

Será por falta de “colinho“? Há quem pense que sim.

“Laranja sem sumo”

Só deste modo poderei titular este meu “post” relacionado com mais uma patetice de Pedro Passos Coelho, o quase finado líder do partido “laranja”.

Então não é que o homem, cego pelo seu desmedido ódio a António Costa, atual Primeiro Ministro do governo do P.S. apoiado pela coligação parlamentar das Esquerdas, P.C.P e B.E., continua a disparar a torto e a direito, sem cuidar de realizar a mais que indispensável auto crítica, que a todos nós se torna necessária para não se correr o risco de nos classificarem com adjetivos pouco abonatórios da nossa capacidade intelectual e por vezes até do nosso carácter?

Sim, porque este “laranja” tão amargo se revela constantemente, tão distraído ouvindo-se a si próprio, rodeado de uma corte de servis conselheiros sempre tão servis e veneradores, “bolsou” outra máxima política de como se faz a oposição “laranja” ao governo legitimado por uma maioria parlamentar, e cujo Primeiro Ministro só o foi, depois de convidado pelo então Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, a formar governo respeitando as normas constitucionais.

Para todos, e são muitíssimos, os que não sofrem do “síndroma de memória curta“, como nos julga Pedro Passos Coelho, o quase finado líder laranja, recordo, esta coisa do  respeito pelas normas da Constituição da República Portuguesa, era coisa de somenos importância.

Todos nos lembramos das mais variadas “golpadas” anticonstitucionais do governo da coligação P.S.D./C.D.S. cujo primeiro ministro era realmente Paulo Portas, perdão, Pedro Passos Coelho, sempre abortadas pelas decisões do Tribunal Constitucional (curioso, que Maduro, o ditador venezuelano, foi bem mais capaz a ultrapassar o Tribunal Constitucional lá da terra) a ponto do “laranja amarga” acusar os senhores magistrados daquele tribunal de parcialidade, de elementos funestos à democracia alaranjada.

Porém a razão primeira, que me levou a escrevinhar estas linhas não foi recordar as “más”, ou se se quiser, as “segundas” intenções com que Pedro lançou mais um anátema político sobre António Costa, essas desde sempre são prática comum por parte de um político, que roça o ridículo querendo colocar-se em bicos de pés para alcançar a notoriedade que a Europa reconhece à hábil gestão política da “geringonça” por parte de António Costa, Europa como sabemos manifesta frequentes alergias a governos de Esquerda, mas sim, recordar as persistentes críticas  daquele que afinal vendeu o melhor do nosso património (E.D.P., R.E.N., Fidelidade, etc.) para entesourar e conseguir equilibrar uma gestão orçamental lastimável e lamentável de um orçamento revisto e corrigido por diversas vezes ao longo do mandato. Foram inúmeros os orçamentos retificativos ao longo daquele mandato de triste memória em especial para as classes trabalhadoras, pensionistas e reformados.

Nestas ocasiões, recordo sempre os ensinamentos recebidos pelos meus avós, pais e professores e ainda as lições de sabedoria popular extraída dos muitíssimos provérbios populares.

Aqui, neste caso parece-me adequado aquele, que reza assim:

  • “Gaba-te cesta, que amanhã vais à vindima”

 

E que mais se seguirá?

Esta muito polémica troca de “mimos verbais” entre Donald Trump, o Presidente dos U.S.A. e Kim Jog un, o Presidente da Coreia do Norte, ao fim e ao cabo, nunca poderá passar de uma “birra” à imagem e semelhança de dois “putos” rebeldes, teimosos e mimados, desde sempre habituados a que todos lhes satisfaçam as vontades.

Embora se compreenda, a premente necessidade política de Donald Trump desviar as atenções nacionais e internacionais do que se passa dentro de portas, uma guerrilha permanente de inúmeros mass-média e de uma boa percentagem do eleitorado norte-americano, que nele votou, desiludido por uma prática política só semelhante à postura de um elefante dentro de uma loja de porcelanas.

Trata-se afinal nesta polémica de um choque entre duas personalidades, que se consideram como titãs, num Mundo, onde as atuais lideranças políticas, reconheça-se, são débeis, inábeis,  incapazes de lidar com o sim, ou o não, de um qualquer adversário, lideranças incapazes de estabelecer consensos, antes insistir teimosamente com repetidos e velhos argumentos.

Culturas muito distintas, origens étnicas totalmente diferentes, mundos completamente dissemelhantes, mesmo que uns e outros tenham o direito à legítima esperança de se irmanar, de ser parte da  aldeia global em que pouco a pouco, o Mundo se está a transformar.

Para que se dê essa aproximação, para que se possa realizar a globalização tão necessária, unidos somos muito fortes, capazes de enfrentar desafios que o horizonte científico nos anuncia, repito, para que se dê essa aproximação, será preciso antes de mais fortalecer um dom, o integral respeito pelos nossos interlocutores. E quando assim não acontece?

Temos estas guerrilhas “infantis” de imberbes titãs, incapazes de entender, que titãs a sério, só na mitologia grega. Estes são terrenos e têm pés de barro.

O perigo não vem de Leste…

A maioria dos cidadãos do Ocidente têm sido, desde sempre, psicologicamente manipulados contra os perigos do Leste da Europa, a República Popular da China, Rússia e agora muito em voga, a Coreia do Norte.

Realmente o perigo não vem do Leste, está já há muito tempo dentro das nossas portas, sem que os que se dizem democratas, ou pelo menos fingem sê-lo, se preocupem com todos os indícios que assim seja.

Em França, o partido nacionalista de Marie Le Pen, partido de ideologia de Extrema Direita, nacionalista, xenófobo e ferozmente anti emigração, vê os seus últimos resultados eleitorais em crescendo, e só não provocou um escândalo, a sua chegada ao Poder no país da Liberté, Igualité e Fraternité, porque surgiu a candidatura de Macron a aglutinar forças partidárias, que por si sós, não teriam impedido a vitória eleitoral de Marie Le Pen e o seu partido de Extrema Direita.

Na Alemanha, nas recentes eleições para o Bundestag (o Parlamento alemão) surge a grande surpresa, contrariando as suas próprias previsões partidárias, o partido da Alternativa para a Alemanha, partido com ideologia de Extrema Direita, nacionalista, xenófobo, anti emigração alcança 13% dos votos e com isso a sua entrada no Bundestag pela primeira vez depois do nazismo, isto é, 50 anos depois da 2ª guerra mundial.

Na Áustria, nas últimas eleições presidenciais, também o candidato da Extrema Direita não esteve longe da vitória.

Enfim, parece chegado o tempo para uma profunda reflexão da consciência democrática de todos os partidos, que consideram seguir a praxis da Democracia, mas que no meu entendimento não param de destruir as verdadeiras raízes do poder democrático, entregar realmente ao Povo, aos eleitores, o poder através do voto, limitando-se a respeitar e a cumprir os programas político-partidários colocados ao sufrágio popular.

Infelizmente, são constantes as falsas promessas, promessas fáceis e populistas, promessas eleitoralistas, cujos autores mais não fazem do que tratar os eleitores como mentecaptos.

Chegam mesmo ao despudor de utilizar a mentira descarada, com a desculpa infantil da memória curta do eleitorado.

Ética, é coisa caída em desuso, julgo mesmo, que muitíssimos dos candidatos autárquicos nem terão conhecimento do que se trata, ser-lhes-á tema que passou sempre ao lado, umas vezes por conveniência política, que não por ignorância, outras tantas pela singeleza da sua preparação cultural.

O perigo está dentro das nossas portas, não vem do Leste, muito menos do fundamentalismo islâmico.

Cuida-te Europa democrática, para cataclismo já chegou a guerra promovida por um louco nacionalista.

A minha análise

Decorreram hoje, dia 24 de Setembro de 2017, as eleições na Alemanha para eleger o sucessor de Merkel na chefia do governo alemão. Acontece, que à Chanceler Merkel sucede a própria Merkel.

O seu partido, a C.D.U., ganhou as eleições pela quarta vez consecutiva com uma percentagem de votos a rondar os 33,5%, o pior resultado desde sempre. Só se pode interpretar tal como consequência pelo desgaste do Poder.

Não será bem assim, mas será pelo menos a habitual conclusão dos vencedores /perdedores no encerramento das eleições. Uns e outros encontram sempre justificações, aparentemente racionais e lógicas para os resultados alcançados nas urnas.

A C.D.U. de Merkel e Schauble (o seu ministro das finanças) considerado por muitos na Europa, em especial pelos países do Sul, como um carrasco intransigente, frio, implacável crítico da política orçamental dos países devedores do F.M.I. e B.C.E., dos países com grandes dívidas soberanas.

Num pequeno parêntese, recordo a forma especulativa de Schauble, quando a Alemanha de Merkel, dispondo da capacidade de empréstimos do Banco Central Europeu a juros extremamente baixos, praticamente negativos, a utilizou para que o Bundesbank (o banco central alemão) realizasse vultuosos empréstimos para recapitalização de múltiplas organizações bancárias privadas.

Ou seja, dinheiro “barato” só ao dispor de alguns para lhes dar a oportunidade de continuar com políticas hegemónicas, esmagando tudo e todos.

Por sua vez, o antigo parceiro da coligação governamental com a C.D.U. de Merkel, o S.P.D. de Martin Schultz obteve o pior resultado eleitoral desde a 2ª Guerra Mundial. Derrota estrondosa, que permitiu à Alternativa para a Alemanha (partido da Extrema-Direita) com 13% dos votos, a entrada pela primeira vez no Parlamento Alemão em mais de 50 anos.

A Alternativa para a Alemanha, como já acentuei, partido que representa a Extrema Direita, é um partido com políticas anti emigração e anti refugiados, acaba por ser o partido vencedor destas eleições, em termos políticos.

Quer Angela Merkel, quer Martin Schultz, os líderes dos maiores partidos alemães, a C.D.U. e o S.P.D., são os verdadeiros perdedores para a Extrema-Direita alemã.

A Democracia, “a pior forma de governo depois de todas as outras que já foram experimentadas”, como declarou o Chanceler Winston Churchill, acaba por proporcionar aos seus maiores inimigos a possibilidade de se fazerem ouvir, de catequizarem as massas, tal como outrora fez Adolf Hitler.

Para a Europa, no meu entendimento, anunciam-se borrascas atrás de borrascas, o futuro próximo não augura nada de bom.

A pouco e pouco, os políticos “profissionais“, os “licenciados em Política” nas diversas universidades de verão, com “mestrados e doutoramentos” em congressos, acabam sem qualquer dignidade, nem qualquer mérito, por entregar a Democracia ao cutelo da Extrema Direita.

Eis o fruto da natureza masoquista do Homem!